BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Menino, de 08 a 12 anos

Lelê é o sobrinho fictício do
escritor José Roberto Torero.

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Lelê, o crítico

 
 

“O Travesseiro”

Domingo eu falei para o meu tio me levar no teatro para a gente ver uma peça chamada “O Travesseiro”, lá em São Paulo, porque a minha professora disse que era boa. mas ele falou que uma peça com esse nome devia dar muito sono, e continuou dormindo no sofá.

Aí eu chamei a minha mãe para ir comigo. Como ela gosta de teatro, ela topou e a gente foi.

A peça é legal, só que eu acho que é mais para menina que para menino, porque não tem nenhum malvado, nem explosão, nem luta.

É a história da Didi e do irmão dela que vira travesseiro. Quer dizer, ela acha que vira. Mas é que ele morreu.

Aí ela procura um mágico para ver se ele faz o irmão dela desvirar travesseiro e voltar ao normal.  Esse mágico é engraçado, mas não é muito bom, não. Ele nem consegue fazer a mágica direito e a Didi fica o maior triste.

É o mesmo moço que faz o papel do irmão, do mágico e do pai da Didi. Acho que eles não tinham dinheiro pra chamar mais gente para a peça.

No final ele aparece de novo vestido de Senhor Seco. Ele tem esse nome porque nunca chora. O engraçado é que nessa hora, eu vi um monte de gente chorando na plateia. Até a minha mãe. Não tinha nenhuma criança chorando, só gente grande. Adulto não devia ir em peça de criança, é muito forte para eles.

De noite, quando eu fui dormir, eu olhei para o travesseiro e me lembrei da minha avó que já morreu. Fiquei pensando que ia ser legal se a minha avó tivesse virado um travesseiro. E, na hora de deitar, eu encostei a cabeça bem de levinho nele.

 

Escrito por Lelê às 15h12
 
 

Tá chovendo hambúrguer

Esses dias eu vi um filme legal. O nome dele é “Tá chovendo hambúrguer”. Eu fui com o meu tio Torero, porque ele adora comer.

Quando a gente quer ver um filme, tem que escolher direito para quem a gente vai pedir para levar a gente. Como esse filme era de comida, e o meu tio come muito, ele topou na hora.

  O cartaz americano é bem diferente do brasileiro. O americano tem umas almôndegas e o cara está de costas. No Brasil, o cartaz tem hambúrguer, o cara está de frente e tem uma menina, que é a quase-namorada do cara.  

Uma coisa legal no filme é que o personagem principal começa menino (que nem no UP! Será que é um tipo de truque para fazer histórias?). É um menino que quer ser cientista. E ele vira cientista mesmo, só que dá tudo errado. Mas um dia ele consegue transformar água em comida.

O problema é que a máquina voa e fica lá nas nuvens, e aí começa a chover um monte de coisa (não é só hambúrguer).

E as coisas vão aumentando e vão ficando doidas. O resto eu não posso contar, senão estraga o filme.

Tem umas coisas bem legais, bem bonitas de ver, tipo que nem quando o cientista entra com a menina que ele gosta numa gelatina. Eu fiquei com vontade de fazer isso.

A dublagem é boa.

Só que tem uma hora que o filme fica meio chato.

Ele não é tão legal quanto o UP!, mas é legal, dá para ver.

E uma coisa engraçada é que a gente sai do cinema sem fome, de tanto que viu comida.

 

Escrito por Lelê às 08h10