29/01/2010

Lelê no meio dos lençóis de areia

Nessas férias eu fui para um lugar onde eu nunca tinha ido. É quase um deserto, só que tem uns lagos.

 Essa foto não é de lá, é do meio do caminho.

O lugar se chama Lençóis Maranhenses. Eu e o meu tio fomos de São Paulo até São Luís, que é a capital do Maranhão, de avião. E foi no avião que eu tirei essa foto aí de cima. Quando a gente estava lá, eu pedi para a aeromoça: “Posso ir na cabine do piloto?”. Mas aí ela fez uma cara de “Crianças pedem cada coisa doida...” e disse que não podia. Eu tentei, né?

Bom, a gente chegou lá em São Luís e foi dar uma volta pela cidade, que é cheia de casas velhas. Umas são velhas-bonitas e outras são velhas-estragadas, tudo misturado. Se arrumassem as estragadas, a cidade ia ficar lindona.

Aí de noite, pertinho de onde a gente estava, tinha uns prédios que ficaram bem iluminados, assim, ó: 

 

Quando eu voltei para casa, eu mostrei a foto para a minha mãe e disse que a nossa casa podia ter uma iluminação igual a essa. Mas ela olhou para mim com cara de “Meu filho pede cada coisa doida!”. Eu tentei, né?

Na hora do jantar tinha um monte de gente na rua. O meu tio perguntou o que que era aquilo e responderam que ia ter um ensaio. E logo depois começou a chegar um pessoal fantasiado e teve o maior carnaval!

Eu pedi para o meu tio me comprar uma fantasia que nem a desse menino aí embaixo. Ele nem respondeu. Só fez aquela cara de “Você pede cada coisa doida, Lelê!”. Eu tentei, né? 

 

No dia seguinte é que a gente foi para Lençóis.

Primeiro numa van, que levou umas quatro horas para chegar numa cidadezinha. E na cidadezinha a gente pegou esse carro aí embaixo:

 

Foi uma viagem bem aventurenta, porque chacoalhava muito, passava no meio de umas poças gigantes, raspava nas árvores e quase atolava na areia. Eu me senti que nem se eu estivesse na África [se bem que eu nunca fui na África (quem sabe eu vou nessa Copa?)].

Depois de a gente viajar quase uma hora na caminhonete, parou num lugar lindão, cheio de dunas e começou a andar. O chato é que o meu tio me melecou todo de protetor solar: “Sua mãe disse que, se você chegar queimado, eu é que estou frito!”

A gente começou a andar pelas dunas e parecia um deserto mesmo. Ainda bem que tinha um ventinho.

O mais legal é que depois de um tempo apareceu um lago no meio das dunas. Um lagão!


Eu até tirei essa foto aí de cima, mas o lugar é mais bonito que a foto. Foto de paisagem nunca fica tão bonito quanto o lugar, né?

A água do lago é da chuva. Por isso ela é doce. E não tem o ano todo. Ela vai secando devagar e no verãozão fica tudo seco.

 

Uma coisa legal de fazer lá em Lençóis é correr pelas dunas e mergulhar no lago. Ou então escorregar pela areia, que nem esse menino aí, que não sou eu (eu estava tirando a foto).

Depois a gente andou mais e foi numa outra lagoa, menor que a primeira. E depois andou mais ainda e chegou numa terceira, que era bem grande.

Acho que deve ser legal ir lá à noite, porque aí não vai ter tanto sol e a gente não precisa ficar melecado de protetor solar.

Depois a gente voltou para São Luís e no outro dia a gente pegou um barco e foi até um lugar chamado Alcântara. É uma cidade beeeeeem antiga, com umas casas velhas e bonitas.

Uma coisa que eu gostei de lá foi o chão. Ele também é bem velho e tem umas pedras pretas e brancas.


 
Na pracinha da cidade tem uma igreja que tem mais de 350 anos. Quer dizer, não é uma igreja, é só uma parede de igreja.

 

Mas lá em Alcântara não tem só coisa velha. Tem umas coisas bem modernas também: foguetes espaciais!

É que é lá que fica a base brasileira de lançamento de foguetes.

O Brasil não lança foguetes com gente dentro, mas lança uns outros foguetes, tipo esse aí embaixo, que é bem grande.

  Um igual a esse até explodiu e matou um monte de cientista.

No museu também tem a roupa do astronauta brasileiro, o Marcos César Pontes (o meu tio que me disse o nome dele, mas aposto que ele só sabia porque o astronauta torce pelo Santos).

Eu pedi para me deixarem usar a roupa, mas não deixaram. E ainda fizeram aquela cara de “Criança pede cada coisa doida!”. Eu tentei, né?

 

Daí a gente voltou para São Luís. E lá eu vi um refrigerante bem diferente. O nome dele era Jesus. E comprei um monte de garrafinhas.

 

Quando eu cheguei em casa, eu mostrei as garrafas para a minha mãe e tomei uma de uma vez só. E o que que acontece quando a gente toma refrigerante muito rápido? A gente arrota. Foi o que eu fiz:

“Bluuuuurp!”

“Que feio, Lelê!”, a minha mãe falou. “Arrotando na mesa!”

Aí eu disse: “Mas esse é um arroto de Jesus. É um arroto legal.”

Não adiantou. Ela me mandou para o quarto.

Eu tentei, né?

 


PS: Quem quiser pode me enviar uma foto de onde está passando as férias e eu publico aqui.

 

Por Lelê às 07h28

28/01/2010

Oba! Desenhos novos!

Vão passar um monte de desenhos novos! Dezessete!

Aqui no estado de São Paulo a gente vai poder ver na TV Cultura. Hoje e amanhã, às 11h30 e às 16h30. No sábado, passam todos das 14h30 às 18h00. 

Um dos que vão passar hoje de manhã é esse aqui:

 

São umas baratas-detetives que solucionam uns mistérios.

E um dos que vão passar à tarde é esse aqui, que me disseram que é legal:

 

Quem assistir, depois conta o que achou aqui.

Por Lelê às 08h08

27/01/2010

PIADA DO PICOLÉ DE AZEITONA

 
 

PIADA DO PICOLÉ DE AZEITONA

 

Um dia, um menininho foi a padaria e perguntou ao padeiro:

- Moço, tem picolé de azeitona?

- Não... - respondeu o padeiro, achando a pergunta muito estranha.
 
No outro dia, a mesma coisa:

- Moço, tem picolé de azeitona?

- Não...
 
E no outro dia..., e no outro..., e no outro..., sempre o menino perguntava do picolé de azeitona.
 
Por fim, o padeiro ficou tão encucado com aquilo que resolveu fazer o tal picolé para ver se o menininho ficava feliz.

Então ele veio e perguntou:

- Moço, tem picolé de azeitona?

- Tem sim!!

E o menininho respondeu com a maior cara de nojo: ECA!!!
 

(se contar fazendo careta no final faz o maior sucesso)

B e i j o, Lelê !!
 

M a r í l i a. 

 

Categoria: Piadas do Lelê

Por Lelê às 07h36

25/01/2010

Eu fui ver o Astro Boy

 
 

Eu fui ver o Astro Boy


Ontem eu fui com o tio Torero ver um filme chamado “Astro Boy”. O filme é legal, mas não é legaaaaaaaaaal com dez as. Só com uns oito. Quer dizer, “só”, não, que oito é bom.

Astro Boy não é o desenho de um boi famoso. Boy em inglês quer dizer garoto. E esse garoto do filme é diferente porque é um robô.

Ele é tipo assim um Pinóquio, só que ao contrário. Um Oiuqonip.

É que o Pinóquio é um boneco que queria ser gente, e o Astro Boy é um menino que acabando virando robô. Quer dizer, não vira robô, mas as memórias dele vão para um robô, o que é quase a mesma coisa, porque a gente é o que a gente lembra, né?

Vou explicar a história: o pai dele, que é um cientista, tem um filho chamado Tobi, mas aí o menino morre (essa parte é o maior triste) e o pai resolve construir um robô igualzinho ao filho. Quer dizer, ele é igual só por fora, porque por dentro ele é todo robozado, bem poderoso.

Aí, quando o plano do cientista funciona e o Astro Boy começa a chamar ele de pai, o cara fica meio doido e fala que o Astro não é o filho dele, que o filho dele já morreu. E não quer mais ele. Essa parte é mais triste ainda!

Mas depois o filme fica mais alegrinho e tem até umas musiquinhas.

Eu achei que esse pai é que ia ser o “do mal” no filme, só que depois aparecem uns mais malvados ainda.

O legal do Astro Boy é que ele mora numa cidade que flutua, e lá os robôs fazem tudo para as pessoas. Poxa, bem que eu podia morar num lugar assim. Eu nunca mais ia precisar fazer lição de casa.

Depois o Astro Boy sai dessa cidade cheia de robôs, que é o maior legal porque é toda do futuro, e vai procurar um lugar com gente que gosta dele.

Só que no caminho ele descobre que tem uns superpoderes: ele pode voar (sai fogo dos sapatos dele!), atirar com as mãos (elas viram uma arma giratória), e tem duas metralhadoras na bunda dele (deve ser chato na hora de sentar).

Então ele desce para a terra e encontra uns robôs engraçados. Tem um em forma de geladeira que fala abrindo e fechando a porta. Tem um banguela com uma voz esquisita e tem também um cachorro feito de lata de lixo.

O Astro Boy só precisava dar um jeito no cabelo. Acho que ele passa gel demais e fica o maior duro, que nem dois chifres tortos de diabinho.

  Com esse cabelo, o Astro Boy parece um tubarão

Eu li na internet que o filme imita o estilo do mangá, aquela história em quadrinhos japonesa em que todo mundo tem olhos grandes.

Mas eu achei que podia imitar mais. Só tem o Astro Boy com uns olhões, e uma menina chamada Cora (ela é o maior bonita e tem um cabelo bem legal, preto e roxo, que nem uma zebra depois de tomar Fanta Uva). 

Quando eu cheguei em casa eu fui brincar de Astro Boy na sala. Usei meus tênis que acendem luzinhas embaixo e passei gel no cabelo no modelo tubarão. Mas nem deu para brincar muito, porque a minha mãe falou para eu arrumar o meu quarto.

Que pena que ainda não tem robô para fazer isso...

 

Por Lelê às 00h06

23/01/2010

Aventuras na casa da praia

Essa semana o meu tio Torero passou lá em casa e falou assim: “Lelê, o Armando, um amigo meu, me ofereceu a casa dele lá em Peruíbe. Você está a fim de ficar uns dias na praia com o seu padrinho?”

Antes que eu abrisse a boca, a minha mãe disse: “Ele vai adorar!”

O meu pai falou: “Podem ficar quanto tempo vocês quiserem.”

E a Catarina balançou a mão me dando tchau.

No dia seguinte a gente foi para Peruíbe, que é uma cidade que tem uma praia bem comprida.

O mapa que o meu tio tinha da casa era meio confuso, mas, depois de a gente se perder um pouco, a gente chegou lá.

“O Armando tinha me dito que era quase em frente à praia, mas nós estamos a mais de um quilômetro de distância”, o meu tio resmungou.

Para abrir a casa foi o maior demorado. Tinha um cadeado no portão, dois na porta e mais duas fechaduras. E no chaveiro tinha catorze chaves. Então para abrir cada coisa o meu tio tentava umas dez vezes. Ainda bem que eu não estava apertado para ir no banheiro.

Eu perguntei para o meu tio por que tinha tanta chave na casa do Armando. Ele respondeu que é porque devia ter umas coisas bacanas lá dentro e o Armando tinha medo que os ladrões entrassem.

Mas, quando a gente abriu a porta, só viu uns móveis beeeeem velhos.

Na sala tinha uns sofás de plástico preto, umas cadeiras de madeira e uma poltronona. Nos quartos tinha uns beliches e na cozinha tinha uma mesa com uma toalha de plástico bem legal, essa aqui:

 

A mesa ainda abria e ficava maior. Devia até dar para jogar ping-pong.

A casa tinha bastante azulejo e o teto era bem alto.

Em cima da estante da sala tinha uma coleção de canecas, essa aqui:

E o fogão era bem grande e antigo.

O meu tio olhou para ele e disse “Aqui que cozinharam a Santa Ceia.”

Então eu achei uma espécie de arma espacial e comecei a atirar, porque ela soltava umas faíscas. E, para ficar mais legal, eu fazia uns barulhos com a boca: “pow, zing, vaaap!”

“Deixa eu ver esse negócio, Lelê.”

“É uma arma espacial.”

“Não, é uma coisa ainda mais rara”, ele falou quando pegou o treco. “É um magiclick. Servia para acender os fogões quando eles não acendiam sozinhos. O comercial dizia que ele tinha 104 anos de garantia. Mas esse aqui já deve ter perdido a validade.”

Aí a gente foi abrir a torneira do banheiro e não saiu água nenhuma. Nem do chuveiro. Nem da torneira da pia. 

O meu tio ligou para o Armando, o amigo dele que emprestou a casa, e o Armando falou assim:

“Rapaz, eu não te avisei? A casa está sem água. Quebrou um cano. Tem que mandar arrumar. Você quebra essa pra mim?”

Então o meu tio pegou a lista telefônica, ligou para um encanador e uma hora depois ele apareceu. Disse que tinha que quebrar um negócio ali no jardim, perto do registro. Daí o encanador foi comprar uns canos e eu e o meu tio almoçamos umas bolachas que a gente tinha comprado para a viagem.

A tarde inteira o encanador ficou quebrando e cavando lá no jardim (o jardim não era bem jardim porque só tinha uma planta) e acabou quando já era quase de noite.

Eu fiquei ali ajudando ele. Jogava umas pedras longes e cavava um pouco com uma pá que ele me emprestou. Eu queria achar uns ossos enterrados, mas só achei umas minhocas.

O conserto custou duzentos reais. Depois de pagar, o meu tio disse: “O Armando sempre arma para mim.”

Depois a gente colocou um pouco de água numa panela e acendeu o fogão com o magiclick para fazer um miojo.

Ficou bem ruim.

Então a gente foi ver TV. Só que não pegava nada.

O meu tio ligou de novo para o Armando e o Armando falou: “Tem que esperar esquentar.”

“Esquentar?”

“A tevê é daquelas de válvula.”

“Caramba, Armando, eu não viajei para Peruíbe, eu viajei para a década de setenta.”

“Eu sei, essa casa é um charme, não é?”

Bom, depois de umas duas horas a tevê começou a pegar alguma coisa. Mas para achar o canal, tinha que sintonizar bem devagar, girando um botãozinho. Parecia que a tevê era um radar e a gente estava tentando encontrar alguma coisa.

Aí, quando a gente conseguiu pegar um canal, passou uma barata na sala.

“Acho que ela quer ver tevê”, eu falei.

“E pelo jeito, trouxe a família”, o meu tio disse, porque apareceram mais uma baratona e uma baratinha.

Então o meu tio cochichou: “Lelê, vamos ter que fazer um baraticídio”.

“Hein?”

“Vamos ver quem mata mais baratas.”

“Posso usar meu magiclick laser?”

“É melhor usar o chinelo mesmo.”

 A arma do meu tio.

Daí a gente pegou os chinelos e foi atrás das baratas. Eu matei duas na sala, uma na cozinha e uma na pia do banheiro. O meu tio matou uma na sala, três na cozinha e uma dentro do armário do banheiro, onde a gente tinha colocado as nossas escovas de dente. Eu perdi de quatro a cinco, mas é porque o chinelo do meu tio é maior.

Depois de jogar as nossas escovas no lixo, a gente foi dormir nos beliches.

Aí eu disse:

“Tio, essa viagem está o maior legal. Primeiro a gente teve que achar a casa com um mapa, depois teve que encontrar as chaves certas para entrar na casa, aí a gente viu uns móveis bem antigos que nem de museu, depois teve uma escavação no jardim, aí acendeu o fogo com minha arma laser para fazer o miojo, depois teve que sintonizar a tevê que nem se fosse radar, aí a gente teve que caçar baratas e agora vai brincar de deserto.”

“Como assim, deserto?”

“É que está o maior calor e o ventilador do teto está quebrado.”

Na manhã seguinte a gente foi embora.

Tomara que o Armando empreste a casa de novo para o meu tio.

 

(Você também passou férias num lugar legal? Conta como é que foi e manda uma foto para mim (blogdolele@uol.com.br) que eu coloco aqui no blog.)

Por Lelê às 10h41

21/01/2010

Desenho do livro do meu tio

Peguei mais um desenho do livro novo do meu tio para colocar aqui. Eu gostei da colcha do Lobo.

Quem desenhou foi a Marília Pirillo. Pena que quem escreveu o texto foi o meu tio.

Por Lelê às 09h41

20/01/2010

A formiga assassina de elefantes

 
 

A formiga assassina de elefantes

Todos os dias o elefante pisava no formigueiro e destruía a casa das formiguinhas.

Um dia, todas se juntaram e resolveram subir nele. Começaram a dar chutes, beliscões, puxar seus pêlos, mas de nada adiantou. Bastou o elefante dar uma mexidinha e todas caíram de volta ao chão.

Ou melhor, quase todas.

Uma delas ficou presa ao pescoço do elefante, enquanto as formiguinhas, lá embaixo, gritavam animadas: "Enforca ele! Enforca ele!"
 

(Quem mandou essa piada foi a Gabi. Manda uma você também) 

Categoria: Piadas do Lelê

Por Lelê às 10h54

18/01/2010

Cocoricó na cidade grande

 
 

Cocoricó na cidade grande

O meu nome é Leocádio, mas todo mundo me chama de Lelê. Até a Catarina, a minha irmã. O nome da Catarina é Catarina, mas ela chama ela mesma de Cacá.

Uma coisa legal de ter irmã é que dá para brincar junto. Mas tem coisa que não dá para ela fazer comigo porque ela é bem pequena e eu já sou bem grande, tipo assim jogar Playstation (ela baba no controle) e futebol (a bola sempre bate na testa dela).

Mas também tem umas coisas que a Catarina faz que eu não posso fazer com ela, tipo sujar o babador (eu não tenho babador, e não dá para sujar o dela porque não sobra espaço) ou lançar comida fora do prato (ela finge que a colher é uma catapulta e pimba! Todo mundo acha graça. Mas se eu fizer igual...).

Só que tem coisa que dá para a gente fazer junto, que nem ver TV.

Às vezes a gente briga porque eu quero ver uns programas super legais e engraçados e que todo mundo gosta, tipo os Simpsons, e a Catarina quer ver uns programas de pirralha muito chatos que ninguém mais vê, que nem o Backyardigans.

“Pirralho é você.”

Ih, nessa hora a Catarina ouviu meus pensamentos e falou isso.

Mas aí eu falei: “Pirralho é quem tem até oito anos. Eu tenho nove.”

E aí ela falou: “Ano passado você disse que pirralho era até sete.”

E eu: “Pirralho é quem é mais novo que eu.”

E ela: “Então eu vou ser pirralha para sempre? Não é justo!”

Aí eu falei que se ela deixasse eu ver o Cocoricó, eu não chamava mais ela de pirralha.

O Cocoricó é um programa legal que existe desde 1996. É mais velho que eu. Mas o menino principal, que é o Júlio, tá o maior conservado.

Eu gosto tanto do Cocoricó que o meu tio Torero até me levou para conhecer o lugar onde eles gravam o programa (quem quiser ver como foi a visita, é só clicar aqui no "aqui").

Na semana passada começaram uns episódios novos. A turma do Júlio, quer dizer, ele, um cavalo e duas galinhas que falam, sai da fazenda onde eles moram e vai para São Paulo, na casa do primo João. E aí eles visitam um monte de lugar que eu conheço: o mercado municipal, o bairro japonês, a Estação da Luz e um estádio de futebol.

Eles nunca tinham entrado num elevador (na fazenda não precisa porque tudo é baixinho), nunca tinham visto uma banca de revista (em fazenda sempre tem uma biblioteca empoeirada e eles só leem os livros de lá), nem uma padaria (quando eles querem comer uma coisa na fazenda, eles vão lá e pegam de graça, que nem o leite da vaca ou as frutas das árvores. Morar em fazenda é o maior econômico).

Tem uns bichinhos novos, que nem o rato Roto (rato é um bicho nojento, mas os adultos acham que a gente acha fofinho, blargh!) e o cachorro Esfarrapado. Esses dois sempre aparecem no começo do programa. Até agora eles não conheceram o Júlio nem o João, mas eu acho que depois eles vão ficar amigos.

E também tem uma menina nova chamada Vitória. Eu acho que o Júlio está gostando dela porque eles jogaram futebol e ela é o maior boa no gol. (Se eu fosse todo de espuma que nem ela, eu seria o melhor goleiro do mundo!)

A abertura do programa é parecida com a de antes, só que agora tem umas guitarras.

O que eu acho mais legal no Cocoricó são as músicas, e nos episódios novos sempre tem um clipe, uma musiquinha com todo mundo cantando (as galinhas são o maior desafinadas...)

A da abertura é de um cara chamado Hélio Ziskind (ele que fez um CD sobre o São Paulo que é bem legal).

A Catarina nunca tinha visto o programa, mas acho que ela gostou das músicas, porque ficou tocando o prato com a colher (acho que ela vai ser baterista quando crescer, ela é o maior boa tocando prato!).

Eu vi todos os episódios da semana passada. Pena que ele é muito curtinho, só dura doze minutos. Não dá nem para terminar o lanche.

Se você quiser assistir, esta semana tem de novo. O Cocoricó passa de segunda a sábado, de manhã (11h15) e de tarde (15h15), na TV Cultura.

E neste site dá para ouvir algumas músicas do Cocoricó: http://www.tvratimbum.com.br/secoes/radiortb/

Tchau!

 

Por Lelê às 07h31

16/01/2010

Lelê e Alexaaaaaaaaaaandre

Uma coisa que eu gosto de fazer com a Catarina é show de música. Eu coloco um CD  fico cantando junto. Assim ela vai crescer pensando que eu sou um cantor o maior bom.

Ontem eu estava cantando a minha música favorita do CD novo que a minha mãe comprou, o Partimpim 2. Essa música se chama Alexandre e tem um pedaço que é assim:

“Alexaaaaandre,
De Olímpia e Felipe o menino nasceu, mas ele aprendeu
Que o seu paaaai foi um raio que veio do céu.
Alexaaaaandre,
De Olímpia e Felipe o menino nasceu, mas ele aprendeu
Que o seu paaaai foi um raio que veio do céu.”

(É legal escutar a música enquanto lê o texto. Clica “aqui”)

Eu estava lá, cantando essa música (pela quinta vez), quando a Cata soltou um punzinho. Deu até para escutar. Fez um pleque. Nem foi dos fedidos. Mesmo assim foi um punzinho mágico, um punzinho de pirlimpimpim.

Sabem onde eu fui parar dessa vez? Na garupa de um cavalo.

Aí eu perguntei para o cara que estava pilotando o cavalo: “Ei, quem você é?”

“Eu sou Alexandre, o grande. Mas pode me chamar de Alê. E você, quem é?”

“Eu sou Leocádio, o pequeno. Mas pode me chamar de Lelê. Ops, peraí! Você é o Alexandre, filho de Olímpia e Felipe?”

“Esse mesmo.”

 No filme sobre o Alexandre, o Alexandre é esse aqui.

“Caramba, eu estava cantando agora mesmo uma música sobre você. Era assim Alexaaaaaaandre...”

“Puxa, a sua voz é..., como é que eu vou dizer...?, diferente! Bem diferente!”

“É, né? Todo mundo diz. Eu ia gostar de ser cantor.”

“Então eu gostaria de ser surdo.”

“Como assim?”

“Deixa para lá.”

“Ei, tem umas coisas nessa música que eu não entendo. Será que você pode explicar?”

“Eu estava indo conquistar a Índia, mas tenho um tempinho.”

“Tem um pedaço que diz: ‘E o rei seu paaaaai, um conquistador tão valente/
Que o príncipe adolescente pensou que já nada restaria/Pra, se ele chegasse a rei, conquistar por si só’.”

“Ah, isso é porque eu sou filho de Felipe II, da Macedônia. Ele foi um grande rei e conquistou muitas terras. Mas, quando eu tinha 20 anos, ele foi assassinado por um dos seus próprios soldados. Aí eu tomei o lugar dele e consegui mais conquistas ainda. Nunca perdi uma batalha.”

"Caramba, é como se você só tirasse A."

"E eu comecei cedo. Na minha primeira batalha, eu tinha só 16 anos." 

  A parte em roxo é a que o Alexandre conquistou.

“E o que quer dizer aquele parte assim: ‘Ele escolheu seu cavaaaaaaalo por parecer indomável/E pôs-lhe o nome Bucéfalo ao dominá-lo/Para júbilo, espanto e escândalo do seu próprio pai’?”

“É que o meu pai comprou um cavalo maravilhoso, esse aqui, que está embaixo da gente, só que ele era indomável, derrubava todo mundo que tentava montar nele. Então meu pai mandou afastá-lo dos outros cavalos. Mas eu gostei dele mesmo assim, ou por causa disso, e pedi para tentar domar o cavalo. O meu pai não queria, mas eu insisti tanto que ele deixou.”

“Se a gente pede um monte de vezes, eles sempre deixam a gente fazer as coisas.”

“Aí eu notei que o problema do Bucéfalo é que ele se assustava com a própria sombra. Então fiz ele andar sempre contra o sol, assim ele não poderia vê-la. Depois de umas horas, o indomável estava domado.”

“E esse nome bucéfalo?”

“Quer dizer cara de boi.”

 No lugar onde o Bucéfalo morreu, que fica no Paquistão, o Alexandre fundou uma cidade chamada Bucéfala.


“E aquela parte que diz: ‘contratou para seu perceptor um sábio de Estagira/ Cuja a cabeça sustenta ainda hoje o Ocideeeeeente/O nome Aristóteles - nome Aristóteles - se repetiria/Desde esses tempos até nossos tempos e além’.”

“E que o Aristóteles foi meu preceptor, uma espécie de professor particular, dos meus 13 aos 16 anos. Ele me ensinou retórica, política, ciências físicas e naturais, medicina e geografia”

“Esse Aristóteles é irmão do Sócrates, aquele jogador de futebol?”

“Não, acho que não.”

“Ah, tá bom. E aquele pedaço assim: ‘Com Hefestião, seu amado,/Seu bem na paz e na guerra’.”

“Hefestião foi a pessoa que mais amei na vida.”

“Vocês são assim..., tipo namorados?”

“Mais que isso.”

“Aica!”

“O amor entre homens não é problema no meu tempo. O que o pessoal estranha é que a gente tem a mesma idade. Geralmente os homens mais velhos namoram os homens mais novos. Mas eu conheço Hefestião desde pequeno, e nós estudamos juntos com Aristóteles. E ele foi o meu principal general nestes últimos doze anos.”

  Num filme sobre o Alexandre que eu não vi, o Hefestião é esse cara aqui. Eu li que, quando o Hefestião morreu, depois da conquista da Índia, o Alexandre ficou tão triste que cortou os próprios cabelos e as crinas dos cavalos do exército, proibiu os toques de flautas no acampamento e mandou crucificar Glaucias, o médico que tinha cuidado do Hefestião.

“Quer dizer que você não gostava de mulheres?”

“Gostava, claro. Tanto que me casei com três: as princesas Estatira e Parysatis, da Pérsia, e Roxana, filha de um nobre da Báctria. Diziam que ela a mulher mais bela de toda a Ásia.”

“Por isso que na música tem um pedaço que diz assim: ‘Casou com uma persa, misturando raças’.”

“Deve ser. E eu misturei raças mesmo. Fazia que meus oficiais se casassem com as nobres dos lugares conquistados. É que eu não destruía os países que vencia. Eu os regia com justiça, respeitando os derrotados e deixando que as cidades dominadas mantivessem seus governantes, sua religião, sua língua. Acho que o Aristóteles me ajudou a ser assim. Filosofia é uma coisa muito útil.”

“Pô, legal”, eu disse. “Agora quando eu cantar a sua música, eu vou entender tudo”. E aí eu comecei:

“Alexaaaaandre, de Olímpia e Felipe...”

Então tudo começou a sumir e eu apareci no quarto de novo. A última coisa que eu vi do Alexandre foi ele colocando as mãos nos ouvidos. Devia estar com dor de cabeça, coitado. 

  O Alexandre morreu uns meses depois do Hefestião. Ele não tinha nem 33 anos. Parece que ele ficou doente. Ou pode ter sido envenenado. Eu li que ele foi o maior comandante de todos os tempos.

Por Lelê às 09h03

13/01/2010

Dez pontinhos

 
 

Dez pontinhos

O que é um pontinho roxo no congelador?
R.: uma uva esquiando.


O que é um pontinho rosa na garagem?
R.: é uma "Pink-up".


O que é um pontinho vermelho pulando na feira?
R.: é um "caqui-pererê"!


O que é um pontinho verde no Pólo Sul?
R.: um "pingreen".


O que é um pontinho verde ultrapassando um pontinho amarelo na estrada?
R.: é um volks"vagem" ultrapassando um uno "milho".


O que são pontinhos coloridos na grama?
R.: "Flower Rangers".


O que são pontinhos rosa no armário?
R.: são "cupinks".


O que são quatro pontinhos pretos na parede?
R.: são "four migas".


O que é um pontinho preto dentro de um avião?
R.: uma "aeromosca".


O que é um pontinho azul no meio do Maracanã?
R.: é o Galvão "Blueno".


(Quem mandou esses pontinhos foi a Nicole Bonfim. Se você tiver uma piada ou uma charada, manda pra mim: blogdolele@uol.com.br)

Categoria: Piadas do Lelê

Por Lelê às 07h07

11/01/2010

Partimpim 2

 
 

Partimpim 2

Esse fim de semana a gente foi visitar um amigo do meu pai numa cidade chamada Campinas. Eu dormi um pouco e, quando eu acordei, eu perguntei:

“Tá chegando?”

"Não, Lelê. Estamos no meio do caminho", respondeu a minha mãe.

Aí eu esperei um tempão e perguntei: "E agora?

"Agora está no meio do caminho mais cinco minutos."

Esperei mais um tempão e perguntei: "E agora?"

Dessa vez a minha mãe nem respondeu nada, só respirou fundo. Devia estar chateada com a demora da viagem. Foi aí que o Dirceu disse:

"Põe aquele CD novo para ele escutar."

"Boa idéia, a minha mãe falou. E aí ela colocou um CD, que é esse aqui:

Eu achei a capa bem legal, toda rabiscada. A moça que canta usa uns óculos doidos. É que ela tem uma identidade secreta: quando ela canta para adultos ela é a Adriana Calcanhoto (calcanhoto deve ser o calcanhar do pé esquerdo), e quando ela canta para criança põe os óculos e vira a Adriana Partimpim. 

Este é o segundo disco dela, por isso que chama “Adriana Partimpim 2". Tem 11 músicas, 6 lentas x 5 rápidas. Eu vou falar das que eu gostei mais:

- O Trenzinho do Caipira: fala de um menino que viaja de trem. Ele passa pela terra, pela serra, pelo mar e até pelas estrelas. Coitado, a viagem deve ter demorado um bocado!

- Alface: alface é o maior ruim, mas essa música é o maior boa. É a minha segunda favorita do disco (depois eu conto qual é a primeira).

- Menina, menino - o legal dessa é que tem uma hora que a Adriana fica falando “Menina, menino, menina, menino” o maior rápido, um tempão. É legal apostar quem fala mais rápido “Meninameninomeninamenino”, sem respirar. Aí vai virando “Mininimininnini.”.

- O Homem Deu Nome a Todos Animais: é tipo um “O que é, o que é?”. A Adriana vai dando umas dicas e você tem que adivinhar que animal é. Assim: ela fala de um bicho com garras afiadas, que quando ruge treme o chão. Aí a gente tenta adivinhar rápido, antes dela dizer que é o leão.

- Alexandre: é a minha preferida. Eu gostei porque ela conta uma historinha. O Alexandre é um super-herói que existiu de verdade. Era filho de um rei e tinha um cavalo. Depois virou um guerreiro e nunca perdeu nenhuma batalha. Acho que é por isso que chamavam ele de “Alexandre, o grande” (ou será que ele era muito gordo?)

- Gatinha Manhosa: a Pintada viajou no meu colo e me disse telegaticamente que essa foi a que ela mais gostou.

- Bim Bom: essa foi a Catarina que gostou. Deve ser porque a Adriana fica repetindo um tempão “Bim bom bim bom”. Até a Cata canta essa.

- As Borboletas: eu achei meio devagar, até dormi um pouco. A minha mãe adorou.

Quando o CD acabou pela segunda vez, a gente chegou na casa do amigo do meu pai. Aí a gente comeu bastante churrasco e voltou. E na volta eu escutei o CD mais umas vezes.

Bom, eu achei o Partimpim 2 legal, mas gostei mais do primeiro. É que no segundo não tem tanta música engraçada, e no primeiro tinha umas mais diferentonas. Ah, e nesse não tinha nenhum barulhinho esquisito, que nem ela fazia antes com uns brinquedos.

Tchau!

PS: Quem tiver o disco da “Adriana Partimpim 2" pode escrever aqui contando qual é sua música preferida.

Por Lelê às 10h00

09/01/2010

Lelê conta quem ganhou o troféu “Sonhador 2009”

Na passagem de ano lá em casa aconteceu uma coisa que ninguém esperava.

Bom, primeiro teve o jantar. A gente comeu um tantão. E uma pessoa (não vou dizer que foi o meu tio) comeu tanto que até desabotoou o cinto da calça.

Tinha bacalhau, pernil de porco, peru e salpicão de frango (poxa, morreram quatro bichos para a gente ficar contente nesse natal). A sobremesa foi quindim, pudim de leite condensado e bolo de maçã com nozes. O pudim acabou primeiro, porque é o favorito do meu tio. Depois foi o quindim. Quindim é a sobremesa que eu mais gosto.

Bom, que nem no ano passado, quem estava lá em casa era: eu, a Catarina, o meu tio, o meu avô, o Dirceu, a minha mãe e a Dona Belarmina, que é a mãe do Dirceu.

Quando faltava uma hora para o ano novo, eu fui pegar o caderno onde eu anoto os desejos de todo mundo para o ano que vem. Aí eu li o que a gente pediu no ano passado. Cada um faz três pedidos e quem acerta todos ganha. Dessa vez a minha mãe até comprou um trofeuzinho para entregar para o vencedor. E mandou gravar “Sonhador 2009”

Bom, eu li primeiro os meus desejos. Eram: aprender a tocar violão, lançar mais um livro com as minhas histórias, e que a primeira palavra que a Catarina falasse fosse Lelê. Mas eu só fiz um ponto. Só consegui lançar mais um livro, o Diário do Lelê. Eu até comecei a aprender violão, mas aí o meu professor mudou para São Paulo e eu desisti. E a primeira palavra que a Catarina falou não foi Lelê. Droga!

Aí eu li em voz alta os desejos da minha mãe: "Eu quero perder quatro quilos, trabalhar bastante e tirar férias."

“E aí, conseguiu?”, perguntou o Dirceu.

“Só trabalhei bastante...”, falou a minha mãe.

“Um ponto só”, eu disse. “Agora é a vez do pai.”

Aí o Dirceu pegou o caderno, leu e falou: “Xi, não fiz nem um pontinho. No ano passado eu queria mais um irmão para Catarina, reformar a loja de pneus e trocar de carro.”

“Uuuuhhhh”, todo mundo fez.

"Minha vez!", falou o meu tio Torero pegando o caderno. "Eu queria correr os 7 km de Bertioga, os 10 km de Santos e a São Silvestre. Olha aí, só não corri a São Silvestre. Mas vi pela televisão. Não vale?"

“Nãããããao”, todo mundo gritou.

“Tudo bem, deixa pra lá...”, o meu tio resmungou.

Depois foi a vez da Dona Belarmina: “Nem preciso do caderno. Eu lembro dos meus desejos. Eu queria casar de novo, fazer uma viagem para o exterior e aprender a mexer no photoshop. Fiz só um pontinho.”

“Agora só falta o meu avô”, eu falei. Então peguei o meu caderninho e li os desejos dele: “Eu quero continuar vivo mais um ano, conseguir um bico e casar de novo.”

“Bem, não fui tão mal”, ele disse. “Para começo de conversa, eu ainda estou vivo. Se bem que eu comi tanto que acho que posso bater as botas antes da meia-noite. Ah, também consegui um empreguinho. Estou dando aulas particulares de português para uns garotos.”

“Dois pontos, nada mal”, disse o meu tio. ”Empatou comigo.”

Mas aí o meu avô falou: “Dois pontos, não. Três.”

“Três?!”, eu, o Dirceu e o meu tio falamos ao mesmo tempo. Só a minha mãe que foi mais esperta e perguntou:

“O senhor casou?”

Aí o meu avô começou a rir muito e até se engasgou (quase que ele morre e perde um ponto). Depois, quando ele conseguiu parar, ele disse: “Casei com a Belarmina!”

A gente ficou de olho arregalado. Parecia que todo mundo tinha duas bolas de árvore de natal na cara.

“Como assim, mãe?”, o Dirceu perguntou.

“Ah, a gente se conheceu aqui no ano passado, começamos a nos encontrar e casamos”, ela respondeu.

“Sem avisar seu próprio filho?”, o Dirceu perguntou.

“Eu não queria dar trabalho. E estava louca para ver a sua cara quando eu contasse a surpresa.”

E a cara dele ficou engraçada mesmo. Ainda mais quando o meu avô pegou o troféu, levantou bem alto e disse: “Ganhei! Sou o Sonhador 2009!”

Agora o meu avô é meu avô duas vezes, porque é pai do meu pai e padrasto do Dirceu. É o meu biavô.

Fim 


PS: Se você quiser, deixa aqui os seus três desejos para 2010. Aí no ano que vem você confere e vê quantos acertou. No ano passado, um monte de gente deixou aqui os seus desejos. Quase cem pessoas. Quer ver uns? A Cristina queria ganhar um novo cachorrinho (o dela fugiu), ir bem na escola nova e voltar a fazer aulas de balé. A Fernanda queria ter um apartamento na Praia Grande, ganhar um globo terrestre e um papagaio. A Manuella queria entrar na aula de handebol, aprender a tocar violão e passar de ano. E o João Vítor, de Porto Alegre, queria ganhar um teclado, aprender a tocar teclado e que o Grêmio fosse campeão da Libertadores. O João Vítor eu sei que não fez os três pontos.

PPS: Para ler o texto do ano passado, quando o meu avô conheceu a Dona Belarmina, é só clicar aqui.  

Por Lelê às 08h36

07/01/2010

Desenho do livro novo do meu tio

Esse desenho aí de cima é do livro novo do meu tio Torero.

O livro eu não sei se é bom, mas os desenhos são. Quem fez foi a Marília Pirillo.

PS: naquela parte branca da parede é que vai o texto.

Por Lelê às 14h09

06/01/2010

27, 28...

 
 

27, 28...

(A de hoje, quem mandou foi a Alba Luiza)

Um senhor estava indo ao trabalho e passou na frente de um Hospício.Lá de fora podia se escutar uns loucos gritando repetidamente:

 - 27!27!27!27!!!

O homem foi pro trabalho meio intrigado com aquilo.

Quando estava voltando os loucos continuavam a gritar:

 - 27!27!27!27!!!

O homem curioso resolveu ver o que estava acontecendo ali, viu que tinha um pequeno buraco no muro e olhou pelo muro.

Nisso, alguém veio e enfiou o dedo no seu olho.

O cara saiu correndo e de longe podia se escutar os louquinhos fazendo uma festa e gritando:

 - 28!28!28!28!!!

Categoria: Piadas do Lelê

Por Lelê às 09h21

05/01/2010

Onde vivem os monstros

Onde vivem os monstros
 

 Hoje de manhã eu fui ver o filme “Onde vivem os monstros”. Eu já tinha lido o livro, que é bem pequeno e legal.

O filme também é legal, mas acho que criança não vai gostar muito. E por causa de três coisas:

1-) Não é animação, é filme com ator. É claro que filme com ator também é legal, mas animação é difícil de ser chata.

2-) Não tem muita história, quer dizer, não tem um inimigo ou um casal que vai ficar junto no fim.

3-) Às vezes é meio triste (O UP também é, mas ele fica alegrão depois).

 O livro é esse aqui.

Mas esse filme tem umas coisas legais, tipo os monstros (dentro deles deviam ficar uns caras bem grandões). O menino também faz umas coisas bacanas, que até parece eu, quer dizer, até parece todo mundo: ele adora fazer cabaninhas (tem uma de monstro que é legal), fica com raiva do pessoal de casa às vezes e gosta de usar fantasia.

Acho que adulto vai gostar do filme. Criança, acho que não. Mas não dá para divinhar, né?

O filme estréia dia 15. Aí vocês escrevem dizendo o que acharam, tá?

 

Por Lelê às 14h54

04/01/2010

A Princesa e o sapo

 
 

A Princesa e o sapo

Ontem eu fui com a minha mãe no cinema ver um filme bem legal. O nome dele é "A Princesa e o Sapo" (Se bem que também pode ser "A Sapa e o Príncipe"). É uma animação. E é bem legal mesmo. Por causa de quatro coisas:

1-) A história é bem boa, cheia de surpresas (tem uma no finzinho que dá vontade de contar, mas eu não vou). E ela começa enganando bem a gente (é bom ser enganado pela história), porque tem duas meninas e a gente não sabe qual é a princesa, e depois, quando uma beija o sapo, ela vira sapa. Xi, contei um pedaço! mas tudo bem, porque essa parte nem é assim tão importante.

2-) O desenho é lindão. Não é 3D, é 2D mesmo. E é um 2D bem 2D, porque às vezes nem tem cenário de fundo. Uma coisa que eu achei legal foi que às vezes o desenho parece bem antigo, daqueles bem velhões, e eles são legais.

 No filme tem um monte de cenas que nem essa, com bastante luz.

3-) Tem umas músicas engraçadas. Eu não gosto muito de música em filme, mas dessa vez eu gostei. Minha mãe me disse que a maiorias das músicas são de um tipo chamado jazz. Então eu gosto de jazz.

4-) Os dubladores são muito bons. A gente até esquece que o filme é dublado. E uma das dubladoras é a que faz a Marggie Simpson. Ela faz a voz de uma feiticeira gorda e baixinha bem engraçada. O maior show!

Pode ir ver o filme que é legal.

PS: Amanhã de manhã eu vou ver um outro chamado "Onde vivem os monstros". E vou ver antes de todo mundo. É que me convidaram para uma coisa chamada "cabine", que é quando chamam os críticos para ver um filme antes das outras pessoas e dão café da manhã para eles falarem bem do filme. Como a minha mãe não gosta que eu coma fora de casa, eu só vou falar bem do filme se ele for bom mesmo. Depois eu conto aqui. Tchau!

Por Lelê às 07h36

02/01/2010

Leletrospecto 2009

Retrospecto é quando a gente lembra o que aconteceu. Mas todo ano eu faço um leletrospecto, que é um retrospecto de mim, o Lelê.

Então eu escolho as dez coisas mais importantes que aconteceram.

Quem quiser ler a historinha do que eu falei, é só clicar no desenho que já vai para o mês certo.

Bom, as minhas dez coisas foram essas aqui:

1-) A menina que eu mais gostei

 Esse ano eu gostei da Zélia. E eu gostava tanto que até me dava dor de barriga (no elevador foi bem difícil segurar). E eu dei azar, porque ela acabou namorando com um tal de Zibeão. Se o meu nome fosse Zeocádio, eu é que tinha sentado do lado dela, droga.

 

2-) Melhor festa
  A melhor festa desse ano foi a da Catarina. E foi a melhor festa de aniversário da vida dela, porque até aqui ela só teve essa. Teve um monte de comida e tinha bastante brinquedo. Outra coisa legal é que ela ganhou um monte de brinquedos, e uns eu até usei.

 


3-) Viagem punzística mais doida
 Quando alguém solta um pum de pirlimpimpim eu viajo para algum tempo doido. Esse ano teve um dia que eu fui parar na casa de um tal de Leonardo da Vinci. Ele era o maior gênio. Inventou um monte de coisa, pintou uns quadros legais e também era escultor e arquiteto. Se ele fosse da minha classe, eu sentava atrás dele e colava tudo nas provas. Só ia tirar dez! Ia ser o Lelê do Dez, o amigo do Lelê da Vinci.

4-) Desenho mais legal do Doki de mim
 Todo ano o Doki faz uns cinqüenta desenhos de mim. Esse ano eu gostei mais desse, porque ele me transformou numa leletaruga. Se eu fosse tartaruga mesmo, ia ser campeão mundial de velocidade tartaruguística, porque eu ia ter mãos e pés em vez de patas. Mas lá dentro do meu casco ia ser a maior bagunça, que nem o meu quarto.
Álbum mais bacana.

 

5-) Álbum mais bacana

 Esse ano teve uns álbuns aqui no blog. O mais legal que eu achei foi o dos planetas. Mandaram mais de cem desenhos! Esse aí em cima é o Livroneta da Luísa. É um planeta só de livros. Deve ser o maior bom ser traça no Livroneta (quem quiser ver o álbum, é só clicar no planeta).

 


6-) História de grego mais legal
  Todo ano eu conheço uns gregos. Esse ano, o mais legal que eu conheci foi o seu Sísifo. Ele estava catando folha lá em frente de casa. A história dele é muito legal, só que eu não vou contar aqui porque não dá tempo (mas se você quiser ler, é só clicar no desenho que você já vai para o mês da história).

 


7-) A melhor viagem
  A melhor viagem que eu fiz esse ano foi de navio. Eu nunca tinha viajado de navio antes, e eu nem enjoei. Acho que eu posso ser marinheiro. E na viagem de navio a gente não fica só no navio. A gente para num monte de lugar para passear. O chato é que a janela da minha cabine era falsa. Eu queria que a minha cabine ficasse embaixo do mar e tivesse uma janela que desse para ver os peixes.

8-) Coisa mais engraçada da Catarina
 A coisa mais engraçada da catarina este ano foi quando ela foi na praia. Ela parecia doida. Corria de um lado para o outro. Esses dias ela foi de novo e entrou na água. Ela vai entrando no mar direto, sem medo. Mas aí vem uma marolinha e derruba ela.

 


9-) O melhor filme que eu vi
  Esse é fácil: Foi o “Up!”. É um filme muito legal, que a gente chora e ri. O Avatar também foi bom, mas o Up foi mais.

 

10-) Novidade na família
  E esse ano teve uma coisa diferente que foi que eu comecei a chamar o Dirceu de pai. Agora eu tenho dois pais.

 

      Bom, 2009 foi um ano bem legal. Tomara que 2010 seja mais legal ainda. Para mim e para vocês. Tchau!

 

PS: Quem quiser fazer um eutrospecto, manda aí as coisas que mais gostou nesse ano. Nem precisa mandar dez coisas. Podem ser só três mesmo.

Por Lelê às 08h56

Menino, de 08 a 12 anos Lelê é o sobrinho fictício do escritor José Roberto Torero.

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