BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Menino, de 08 a 12 anos

Lelê é o sobrinho fictício do
escritor José Roberto Torero.

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Este blog é atualizado às sextas.
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Lelê e o menino que desenhava pombas

 

Eu estava lá em casa sem fazer nada, e aí, uma coisa legal para se fazer quando não se tem nada para fazer é desenhar. Eu peguei uma caneta, um papel e fiz um desenho bem doido.

Eu achei o desenho o maior legal e fui mostrar para a minha mãe, que estava trocando a Catarina.

Ela deu uma olhada e disse: “Parece um Picasso”.

“Não, é uma cara. Só que eu desenhei os olhos, as orelhas, o nariz e a boca fora da cara.”

“Então, por isso é que parece um Picasso. Picasso foi um desenhista muito importante e ele fazia mais ou menos isso que você fez.”

 “Ah, legal”, eu disse.
 
Nessa hora a Catarina pegou e soltou o maior punzão. A minha mãe até disse: “Catarina, como uma menina tão pequena solta um pum tão fedido!?”
 
Mas o pior é que não era um pum comum. Era um pum de pirlimpimpim. Daí eu fiquei meio tonto e fechei os olhos. Quando abri de novo, estava num parque. E do meu lado tinha um menino de uns treze anos desenhando uma pomba na areia.
 
“Oi”, eu falei.
 
“Olá”, ele disse.
 
“O meu nome é Leocádio, mas pode me chamar de Lelê.”
 
“O meu é Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santíssima Trinidad Ruiz y Picasso. Mas o pessoal me chama de Picasso, porque é um nome meio esquisito.”
 
“É esquisito mesmo. Se você estudasse na minha escola iam tirar sarro de você todo dia. Acho que eu vou te chamar de Pablo, se não eu vou rir toda vez que disser o seu nome.”
 
“Tudo bem.”
 
“O que você está desenhando, Pablo?”
 
“Pombas. Eu adoro desenhar pombas. Aprendi com o meu pai. É a coisa que ele mais gosta de pintar.”
 
“Legal.”
 
“Eu também gosto de desenhar touradas.”

 


“Por quê?”
 
“Porque é uma coisa muito bonita. Eu sempre via lá em Málaga, a cidade onde eu nasci. Mas eu não pagava a entrada, porque a gente é meio pobre. É que a arena era perto de um morro, então eu subia lá e ficava vendo a tourada.”
 
“Você torcia para quem?”
 
“Para o toureiro, é claro. Não tem coisa mais elegante que um toureiro.”
 
“Se você conhecesse o meu tio, ia ver que tem Torero que se veste o maior mal. Ele parece o Agostinho da Grande Família. Mas por que você não mora mais nessa tal de Málaga?”
 
“É que teve um grande terremoto lá. Foi bem no Natal. Depois disso o meu pai ficou com medo e arranjou um emprego de professor de pintura aqui.”
 
“Aqui é onde?”
 
“Você não sabe? É a cidade de Coruña.”
 
“E em que ano a gente está?”
 
“1894, é claro.”
 
“É claro...”

 Esse é um desenho do Pablo. São dois namorados na areia da praia. mas ele fez esse desenho quando já era meio velho.


 
Eu até pensei em explicar para ele que o pum de pirlimpimpim me faz viajar no tempo e no espaço, mas aí eu vi que ele estava me desenhando com um pauzinho na areia e deixei para lá.
 
“Ei, esse sou eu!”, eu disse.
 
“Ficou parecido, não é?”
 
“Igualzinho! Você é o maior bom!”
 
“Dizem que eu já desenho tão bem quanto Rafael.”
 
“O Rafael da minha classe?”
 
“Não, o Rafael pintor, que já morreu.”
 
“E ele era bom?”


 Esse é um quadro do Pablo que ele fez quando tinha uns 15 anos.

 

 
“Ótimo!”
 
“Então você vai ser que nem ele.”
 
“Talvez, mas não sei se é isso que eu quero.”
 
“O que que você quer?”
 
“Não sei. Mas não é desenhar as coisas que nem elas são. Isso a fotografia já faz bem melhor do que a pintura. Eu queria desenhar as coisas de um jeito diferente.”
 


Bom, aí ele me deu uma varinha e nós dois ficamos desenhando no chão. Enquanto isso o Pablo me contou que a coisa que ele mais gostava na vida era desenhar. Ele desenhava o tempo todo. Até na escola. Por isso as notas dele eram muito ruins. O Pablo também me contou uma história meio esquisita. Disse que quando ele nasceu, ele nasceu morto. Mas aí o tio dele, que se chamava Salvador, fumou um charuto e deu uma baforada na cara dele, e o Pablo começou a chorar.
 
“Entendeu? Nasci graças ao sopro do Salvador”, ele disse, e começou a rir.
 
Não sei, não. Achei essa história meio mentirosa.
 
Bom, mas aí, com a minha varinha, eu fiquei fazendo um desenho que nem o que eu tinha feito para a minha mãe.
 
Quando o Pablo viu o que eu fiz, ele falou: “Caramba! Adorei!”
 
“Sério? Eu achei meio esquisito.”
 
“Que nada! É assim que eu quero desenhar um dia. Quando eu era criança, eu já desenhava que nem o Rafael. Mas eu tenho é que aprender de novo a desenhar como uma criança!”
 
“Quer que eu te dê uma aula?”, eu perguntei.

 Teve um cara que pintou esse quadro aqui.

 Aí o Pablo repintou do jeito dele e ficou assim.

 

 

Mas nem deu tempo de escutar a resposta. É que passou o efeito do pum de pirlimpimpim e eu apareci de novo no quarto da Catarina.
 
Eu estava com o desenho na mão. Aí eu olhei bem para ele e disse para a minha mãe: “É, parece mesmo um Picasso. Ele imita o meu jeito de desenhar.” 
 
 

Escrito por Lelê às 07h40
Um treco legal para fazer

Um treco legal para fazer é ir na exposição dos Gêmeos. Os gêmeos são gêmeos mesmo e fazem uns desenhos muitos engraçados. Em vez daquelas telas de quadro, eles usam portas. Fica bem legal. E eles desenham meio que nem criança. Que nem criança meio doida.

Também tem uns carros de madeira que são gigantescos e tem uns cabeções.

Esse negócio de ver quadro me dá sono, mas esse negócio dos gêmeos eu achei legal.

É lá na Faap, em São Paulo, e é de graça.

Isso aqui embaixo é um quadro deles:

Escrito por Lelê às 08h10
 

A Júlia Roja Tavoni, de Serra Negra, mandou quatro piadas bem boas.

 


I

Porque a sala de aula  se parece com o mar????

Porque os professores navegam, os alunos bóiam e as notas afundam!!!!!

 

II
A professora pergunta:

-Joãozinho em quantas partes se divide o crânio?????

E o Joãozinho responde:

-Depende da pancada!!

 

III
Como se faz pra calar o mundo?????

Tirando a letra N.

 

IV
Qual a diferença entre a bicicleta e o banheiro?
Na bicicleta você senta para correr, e no banheiro corre para sentar!

(PS: Quem tiver uma boa piada, manda aí para mim: blogdolele@uol.com.br)

Categoria: Piadas do Lelê
Escrito por Lelê às 08h57
Lelê e Pepê, última parte

Bom, aí, que nem eu contei semana passada, o meu avô soltou um pum de pirlimpimpim e, quando eu vi, estava no meio do deserto, do lado de um menino baixinho e loirinho.

Então ele disse: “Desenha um carneiro pra mim?”

Aí eu fiz um desenho.

“O que é isso?”, ele perguntou.

“É uma costela de carneiro. Eu adoro costela de carneiro!”

“Não adianta, eu preciso de um carneiro vivo”, ele disse.

“Qual é o seu nome?” eu perguntei.

E ele respondeu: “Pode me chamar de Pepê.”

“Pepê é de Pedro Paulo?”

“Digamos que sim. Vamos evitar problemas de direito autoral.”

“Eu moro em Santos, e você?”

“Eu morava num planetinha bem pequeno. No chão do meu planeta tem um monte de sementes de baobá, que são umas árvores bem grandes. E todo dia de manhã eu tenho que arrancar os pés de baobás, senão eles crescem e ficam enormes. Por isso que eu quero o carneiro, para ele comer os arbustos e não deixar os baobás crescerem.”

 Isso é um baobá.

“Poxa, que antiecológico. Eu acho até que ia ser bom ter uma árvore no seu planeta.”

O Pepê nem prestou atenção no que eu disse. Acho que ele tinha déficit de atenção, que é uma doença que está na moda e que quer dizer distraído.

Depois de um tempo, ele olhou para o céu e perguntou: “Será que os carneiros comem flores?”

“Por quê você quer saber?”

Aí o Pepê explicou que no planeta dele tem uma rosa, e ela é muito delicada e dá muito trabalho. Ela pediu para ele fazer uma proteção para ela não pegar vento e uma redoma de vidro por causa do frio da noite. Era uma rosa bem chata. Por isso que o Pepê resolveu sair do planeta dele.

               

Ele pegou carona com uns pássaros e passou por vários asteróides. Em cada um morava um tipo meio doido: um rei, um vaidoso, um bêbado, um empresário, um acendedor de lampiões e um geógrafo. Esse geógrafo é que falou para o Pepê vir conhecer a Terra.

Aqui na Terra o Pepê conheceu uma raposa que ensinou para ele uma palavra nova: “cativar”. A raposa disse que cativar queria dizer “criar laços”.

“E aí eu fiquei pensando que a rosa do meu planeta tinha me cativado”, disse o Pepê, “e eu tinha cativado a minha rosa”. Daí ele olhopu para o céu e disse: “Sabe?, a gente é eternamente responsável por aquilo que cativa.”

Eu achei aquela história de cativar meio estranha. Então eu dei uma olhada dentro do avião e lá tinha um dicionário. Daí eu procurei o que queria dizer cativar e falei:

“Pepê, acho que você está errado. Aqui no dicionário está escrito que cativar é tornar cativo, sujeitar, prender. Acho que é isso que a rosa fez com você, porque você era meio escravo dela.”

Mas ele não me deu bola. Acho que ele tem déficit de atenção. Eu já falei isso? Xi, acho que eu também tenho.

Bom, o Pepê ficou calado o dia todo e, quando já era noite, ele veio com uma conversa esquisita. Disse que numas pedras perto de onde a gente estava tinha uma cobra amarela muito venenosa, e que ele ia deixar ela morder ele, porque assim ele voltava para o planetinha dele e para a rosa.

     

“Você está louco?”, eu disse. “Se você morrer não vai para lugar nenhum!”

“O meu planeta é muito longe. Eu não posso carregar esse corpo. É muito pesado.”

“Mas não é você que carrega o corpo, é o corpo que carrega você, burrão. Se você morrer não vai voltar para o seu planeta, vai é ficar embaixo da areia.”

Ele nem ligou, só ficou olhando para o céu. E, quando já era noite, ele levantou e foi andando em direção às pedras.

Eu fui atrás dele.

Aí eu vi uma coisa amarela se arrastando perto do Pepê.

E a coisa subiu pela perna dele.

Então eu peguei duas pedras e pou! Esmaguei a cabeça dela!

“E agora? Como vou voltar para a minha rosa?”, perguntou o Pepê.

“Não vai. Aqui tem um monte de rosas, de um monte de cores. Você vai gostar de alguma.”

“Mas eu sou responsável por ela...”

“É nada! A rosa não nasceu e cresceu sozinha? Então! Ela tem até espinhos para se defender. E pode ser que o rei, o vaidoso, o empresário, o acendedor de lampiões ou o empresário cuidem dela melhor do que você. O bêbado não, que ele ia regar ela com cerveja.”

“Você não entendeu nada...”

“Claro que entendi. Você estava chateado com a rosa e saiu do seu planeta. E assim foi melhor, porque senão você ia ficar com raiva dela e ia tratar ela mal. Você queria ficar chateado a vida toda?”

“Bem...”

“Ia até se matar por causa dela. Você é doido?”

“Você é doido?”, perguntou o guarda vestido de piloto. Aí eu vi que o efeito do pum de pirlimpimpim do meu avô tinha passado e eu tinha voltado para a Oca.

O meu avô foi bem esperto e falou: “Esse menino me dá um trabalho. Entrei aqui só para buscar ele. Pode deixar, já estamos saindo.”

Daí a gente foi embora bem rápido de lá. Mas deu para escutar o guarda vestido de piloto falar:

“Que cheiro é esse no meu avião?”

 

Escrito por Lelê às 08h00
O ParqueTum do Artur

O Artur Libanio tem cinco anos e inventou o ParqueTum. Um dos brinquedos dele é este aqui:

O Artur explica como é que ele funciona:

"O brinquedo vai girando devagar, depois vai médio até ir rápido. Aí ele pula, cai, vai de novo girando rápido, médio, devagar até parar.
Gira, gira, gira, aí tem umas bolinhas de algodão que pulam nele e fazem cócegas.
A pessoa fica "prendida", aí tem um botão, sai chuva e sai vento. Quando sai de lá, se for menina sai de cabelo molhado de vento e tempestade. Se for menino, o cabelo fica em pé. Eles acham o maior legal, mas dá friozinho na barriga. Só no brinquedo que os algodões pulam é que não dá medo. Dá cócega."

Escrito por Lelê às 00h37
 
 

Três piadas da Clara

Piada 1:
Pergunta: Porque a vaca dá leite?
Resposta: Porque ela não sabe vender!!!

Piada 2:
Pergunta: Um peixe caiu do oitavo andar. Qual é o nome dele??
Resposta: AAAAAAAATUM!!!!!!!

Piada 3:
Dois pães de queijo estavam brincando de esconde-esconde. Um foi parar no forno. O que ele disse pro outro quando achou ele??

Assô!!!

 

Categoria: Piadas do Lelê
Escrito por Lelê às 08h11
Lelê e Pepê

Neste domingo eu estava na casa do meu avô, que fica em São Paulo.

Teve uma hora que eu enjoei de ver tevê e perguntei para ele:

“Vô, vamos jogar futebol na cozinha? O meu gol é a geladeira e o seu é o fogão.”

E ele respondeu: “Não, né, Lelê.”

“Então a gente pode brincar de cabana. É só virar a sua poltrona e jogar um cobertor por cima.”

“Minha poltrona não é brinquedo.”

“Dá para jogar ping-pong na mesa. É só pegar duas panelas, uma cebola...”

“Não.”

“E vôlei? A gente põe o sofá no meio da sala, pega uma almofada e...”

Dessa vez ele nem deixou eu acabar de falar, porque se levantou e disse: “Vamos sair! Menino é que nem canário, não pode ser criado em cativeiro.”

“E para onde a gente vai?”

“Para o Ibirapuera, aquele parque que tem muita árvore, uns lagos e uns museus.”

Daí eu peguei meus óculos de natação (porque o meu avô disse que lá tinha um lago) e a gente foi.

Demorou muito para estacionar, porque lá estava cheio de carro. Depois, a gente começou a andar e passou em frente a um lugar que parece um disco voador e que se chama Oca. O meu avô leu um cartaz e disse: “Olha só, na Oca tem uma exposição sobre o Pequeno Príncipe!”

“Legal! Deve ter uma coroinha, umas roupas pequenas e um minitrono.”

O meu avô coçou a cabeça e falou: “Não, Lelê, o Pequeno Príncipe não é um príncipe pequeno. É o nome de um livro muito famoso. Você nunca leu?”

“Nunca. É de criança ou de adulto?”

“É de criança. Mas os adultos gostam muito. Principalmente as misses.”

"Misses?"

"É que antigamente, nos concursos de beleza, elas sempre diziam que o livro preferido delas era o Pequeno Príncipe. Hoje em dia elas preferem folhetos sobre silicone."

Daí a gente comprou os ingressos. O meu custou só a metade, nove reais, porque eu sou estudante, e o meu avô entrou de graça, porque ele tem mais de sessenta anos. Eu não vejo a hora de ter sessenta anos para entrar de graça em todo lugar.

Bom, logo na entrada teve uma coisa que eu gostei. É que para a gente fazer o caminho certo tinha que pisar numas estrelas.

Essas estrelas levavam para umas salas meio sem graça. Eram quinze, uma para cada capítulo do livro. Mas dentro delas tinha só uns desenhos e umas esculturas. Só gostei de uma que tinha uns caras em cima de uns planetas.

Depois a gente desceu e foi para um andar que mostrava os lugares que o Antoine esteve. Antoine é o nome do cara que escreveu o Pequeno Príncipe. Ele era francês, e lá na França Antoine quer dizer Antônio. O Antônio era piloto de avião e passou por um monte de lugares, até pelo Brasil.

Esse pedaço da exposição é meio sem graça, porque não pode mexer em nada. É só para ver, e as coisas nem são tão bonitonas assim. Só gostei mesmo foi de um avião que tinha lá. Quem cuidava do avião para a gente não mexer era um cara vestido de piloto.

Depois a gente entrou num cineminha. Quer dizer, parece um cineminha, mas não é, porque fica um cara contando a história do livro e outro projeta uns desenhos. Mas os desenhos são muito parados e não dá para entender a história do livro. Livro é melhor ler do que escutar, né? O que eu gostei desse lugar é que os dois caras eram engraçados e também usavam roupa de piloto. Se uniforme de escola fosse que nem roupa de piloto, ninguém nunca ia querer faltar.

Bom, aí a gente subiu dois andares e foi para um lugar que tinha um monte de coisas do Antônio. Uns desenhos, umas fotos, uns cadernos e uns trecos, tipo uma pulseira. Eu achei os desenhos dele bem legais, porque ele desenha como se fosse criança, mas uma criança que sabe desenhar o maior bem.

Ah, nesse andar também tinha um monte de livros do Pequeno Príncipe escrito numas línguas estranhas, com um monte de letra esquisita.

Então a gente subiu mais um andar e aí que veio a coisa mais legal da exposição: um planeta!

Parece que o Pequeno Príncipe morava num asteróide chamado B612. E lá na exposição fizeram um pedaço dele. Bem grandão! Daí eu perguntei para a moça que cuidava do asteróide se eu podia subir, e ela disse que podia. Então eu subi e comecei a pular e dar cambalhotas e correr e cair no asteróide, porque ele era bem fofo e é legal cair em coisa fofa (só não posso fazer isso na cama da minha mãe, porque eu já quebrei aquela madeira que fica embaixo do colchão duas vezes).

Eu achei esse planetão muito bacana. Todo museu devia ter um lugar para a gente correr e cair.

Bom, quando o meu avô ficou cansado de me ver pular, ele perguntou: “Já podemos ir embora, Lelê?”

Eu respondi: “Tá. Mas dá para a gente ver o avião de novo?”

O meu avô respirou fundo e disse: “Tudo bem, vamos lá...”

Aí, quando a gente chegou lá no avião, eu vi que o moço que cuidava dele, aquele que estava vestido de piloto, não estava lá. Devia ter saído para fazer xixi. Então eu pedi para o meu avô: “Será que eu posso entrar no avião? É bem rapidinho.”

E o meu avô, que faz quase tudo o que eu peço, respondeu: “Tá bom, mas tem que ser bem rapidinho mesmo.”

Daí a gente passou por cima do murinho, o meu avô me colocou lá dentro e eu coloquei meus óculos de natação para ficar parecendo um piloto.

Só que nessa hora o meu avô falou: “Vou aproveitar para soltar um punzinho. Esses gases estão me matando.”

“Não, vô, não solta. Vai que é um pum de pirlimpimpim.”

O meu avô solta uns puns de pirlimpimpim que são mágicos. Eles me mandam para qualquer lugar e para qualquer tempo. E são bem fedidos. Mas aquele foi mais fedidão ainda! Eu até botei a mão na cara  para me proteger do fedor.

Só que aí, quando eu tirei as mãos, eu vi que não estava mais na Oca.

Estava num deserto de verdade. E tinha um garoto loiro e baixinho perto de mim.

(continua na semana que vem)

Escrito por Lelê às 07h09
Roda quadrada

O Guilherme Prebianca de Araujo mando esse brinquedo para a Lelelândia. Ele se chama "roda quadrada". O legal é que ele gira muito rápido e a cabine em que as pessoas ficam rodopia. Ah, e também é muito bom para aprender geometria.

 

 

Escrito por Lelê às 07h04
 
 

Solitário, Batman e uma charada

A Daniela, de Osasco, mandou três coisas duma vez:

1-) Uma vez um menino estava passeando quando viu uma placa dizendo: ''Cuidado com o cão Solitário'', e o menino pensou: coitado ele deve ser tão solitário, e de repente saiu um cachorro bravo e mordeu ele. Foi aí que o menino leu na coleira a palavra "Solitário" e descobriu que solitário era o nome do cachorro.

2-) Onde o Batman foi com seu bat-sapato social e seu bat-blazer? Resposta: Num Bat-zado!

3-) O que é o que é todos tem 2, você tem 1 e eu não tenho nenhum? R.: A letra "o".

 

PS: Quem souber uma piada legal ou uma charada difícil, pode mandar para blogdolele@uol.com.br.

Categoria: Piadas do Lelê
Escrito por Lelê às 10h10
O primeiro brinquedo para a Lelelândia

O Hugo Virgilio foi o maior rápido e já mandou um brinquedo.

Escrito por Lelê às 16h23