BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Menino, de 08 a 12 anos

Lelê é o sobrinho fictício do
escritor José Roberto Torero.

Saiba quem é Torero

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Este blog é atualizado às sextas.
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Arvoario e Pessoario

No planeta Arvoario da Melissa não tem gente, e ele tem forma de árvore.

 

O planeta Pessoario do Matheus é o contrário: tem forma de gente.

 

Para ver o álbum de planetas, clique aqui.

Escrito por Lelê às 11h16
Lelê, o velho


 

Essa semana o meu avô chegou em casa e me disse assim:

“Tenho um presente para você...”

“Oba! É uma minimoto?”

“Não.”

“Um minicarro?”

“Também não.”

“Um pônei?”

“Um pônei ia caber dentro dessa sacola?”

“Só se fosse um microminipônei. Melhor ainda!”

“Não é.”

“Então eu desisto.”

“É um livro.”

“Poxa, estava difícil.”

Aí ele tirou o livro da sacola e disse: “É um livro italiano.”

“Xi”, eu falei, “aí fica ruim, porque eu não sei ler nada em italiano.”

“Tudo bem, não tem nada escrito. São só uns desenhos.”

Então eu desembrulhei o livro, que era esse aqui:

 

E o livro só tinha desenhos mesmo. Uns desenhos bem engraçados. De uns super-heróis velhos.

Então eu e o meu avô fomos para o sofá e ficamos vendo as figuras, que foram desenhadas por um cara chamado Donald Sofritti. Um dos que eu gostei mais foi esse aqui, da Mulher Invisível do Quarteto Fantástico:

 
Mesmo bem velhona ela ainda fica invisível, só que dá para ver o silicone, a dentadura e uns pinos nas pernas. Achei uma piada o maior boa.

E tem também o Homem-Aranha, que ficou assim:
 

Depois de ver um monte de desenhos, o meu avô começou a fazer umas piadas:

“Já pensou, Lelê, que o Super-Homem vai ter que usar uns óculos bem grossos? A super-visão dele vai para a cucuia. Vai virar um supermíope.”

“E ele vai ter que usar aparelho de surdez, né, vô?”

“Vai. E o Capitão América, coitado? Vai trocar o escudo por uma bengala. E ela vai ter umas listras brancas e vermelhas.”

“O Príncipe Namor vai ficar sempre resfriado. E o Homem de Ferro vai enferrujar todo.”

“É, vai ter que procurar umas peças no ferro-velho para consertar a armadura. Até vão trocar o nome para Homem de Ferro-Velho.”

“E o Coisa, vô?”

“O Coisa vai ficar com osteoporose e as pedras dele vão se esfarelar.”

“E o Tocha Humana?”

“Xi, coitado, esse só vai conseguir acender o cigarro. E de vez em quando vai dar uma tossidinha que solta fumaça.”

“Legal!"

"O Mandrake podia ficar meio gagá, e ele ia fazer uns truques bem ruins no asilo”, o meu avô falou.

“E o Flash?”, eu perguntei.

"Ia precisar de uma cadeira de rodas.”
 
 Esse desenho também é do livro.

“O Hulk?”

“Em vez daquela calça que nunca rasga, ia ter que usar um fraldão. Já o Thor pode ficar com Parkinson, aquela doença que faz a gente tremer, e aí ele ia ficar sacudindo o martelo dele o tempo todo. E o Homem-Elástico ia ter problema na coluna, e o Wolverine ia ter artrite nas garras.”

Aí eu ri bastante. Só que no meio da risada eu pensei que eu também ia ficar velho um dia, e aí eu parei de rir e disse:

“Como será que eu vou ficar quando ficar velho?”

O meu avô olhou bem para mim e disse: “Você vai ficar meio enrugado, mais cegueta, com problema de audição, com dores nas costas, sentindo uns cansaços de vez em quando e com uma memória péssima.”

“Que nem os super-heróis?”

“Que nem eu, Lelê.”

Aí eu reparei bem nele e disse: “Caramba, vô, você é um velho!"

"Pois é..."

"Poxa, coitado.”

“Coitado por quê?”

“Porque os velhos são muito... muito velhos.”

“Envelhecer é o único jeito de não morrer cedo, Lelê. Eu acho que não é um azar, é uma sorte. Pelo menos por enquanto.”

“Você não acha ruim ser velho?”

“Acho. Mas ia ser pior não ser nada. E eu também tenho meus superpoderes.”

“Que superpoderes?”

“Tenho um superpum para espantar os inimigos, minha tosse hipercatarrenta que lança gosmas a quilômetros de distância, e a minha arma é essa dentadura aqui, que é mais dura que adamantium.”

Daí ele tirou a dentadura e fez que ia me morder com ela. Eu saí correndo e ele correu atrás de mim.

Foi um dia legal.

 

Escrito por Lelê às 08h05
Álbum de planetas

O pessoal do UOL Crianças fez um álbum com os planetas que o pessoal mandou (mas só com os que mandaram nome, porque teve gente que esqueceu). Quer dizer, nem é um álbum, é uma galáxia.

Ficou o maior legal. Lindão mesmo. Já tem 83. E ainda falta colocar mais uns. Vai ficar com mais de cem.

Para ir para lá, é só clicar aqui.

Ah, é lá dá para ver os outros dois álguns aqui do blog, o dos prédios e o do zooilógico.

Escrito por Lelê às 07h33
Eu na Folhinha

Hoje saiu um negócio sobre o meu livro lá na Folhinha (que vem dentro da Folha de S.Paulo). Tem uma entrevista comigo e eles também falam de outros blogs de crianças. Quem quiser ler e tiver email do UOL, é só clicar aqui.

 

Escrito por Lelê às 07h28
Laranjas e Quadrado

Desse planeta eu gostei porque eu gosto de laranja. E ele tem uns satélites legais. Quem fez foi a Mariana.

E esse aqui é um planeta onde tudo é quadrado, e eu achei isso o maior legal (só que deve ser meio ruim de andar de bicicleta lá). Quem inventou o Planeta Quadrado foi a Paula.

Escrito por Lelê às 07h03
HallyiDión, Pessoilhus e Estrela


O meu planeta é um planeta que se chama HallyiDión. Nele há cachoeiras de chocolate, mares de sorvete e rochas de morango. Visto de longe, o vemos como um rosto.
Lá ninguém passa fome, não há guerra e nem tristeza, é um planeta pacífico, bonito e cheio de alegrias.
E também existem minidinossaurros que as pessoas têm como bichinhos de estimação.
Quem mora nele se chama HallyiDianos.
Nele existem muitos aviões, muitas naves espacias e muitos carros que voam.
Lá é um grande ponto turístico pois recebe gente de todos os lugares e todos são muito bem vindos.
Grata, Mariana Reis.


Oi, Lelê!
Vi no seu blog que voce vai dar uma livro seu pro planeta mais legal. Entao, comecei a fazer o meu planeta chamado Pessoilhus Legais. Acho que você vai gostar! Saiba que eu adoro ler livros!
Beijos, Victoria Mezzadri de Carvalho  

Meu nome é Maria Gabriela. Eu criei este planeta. É uma estrela multicolorida e todos que moram lá são estrelas multicoloridas.

 

 

Escrito por Lelê às 07h22
Três planetas bons de morar

Eu gostei desse planeta Estrecolor da Karina.

Desse aqui, que a Thainá mandou, eu gostei porque eu gosto de banana.

E o planeta Floritório da Raquel ficou o maior bonito e deve cheirar muito bem (se o meu tio morasse lá, ele ia espirrar um bocado, porque ele tem alergia).

 

Escrito por Lelê às 08h58
Três planetas legais

Esse é o planeta Pizza, da Gabriela. Se o chão for de mussarela, todo mundo vai escorregar.

Esse é o planeta Caderno. Ele é quadrado e tem uns continentes legais. A parte do meio, que é aquela espiral, devem ser montanhas bem altas. Foi o Guilherme quem fez.

E esse é o planeta Cara, do Bruno. Aposto que o nariz é o lugar mais alto que tem.

Escrito por Lelê às 09h28
Larvus e Amarelinha

O Guilherme Prebianca de Araújo mandou o Larvus, onde deve ser bem perigoso tomar banho de mar. 

 

E a Laurinha Castanho mandou um planeta onde deve ser bom brincar.

 

Escrito por Lelê às 08h38
Os planetas das Luízsas

A Luiza com "z" mandou o Diverlandis, um planeta só com parques de diversão e e os melhores parques da Disney no Brasil. Lá, as escolas dão atividades só no computador e tem Wii no recreio. Na escola também tem pistas de boliche, patinação, dança, futebol, basquete, vôlei e judô. Para comer tem barracas de pipoca, cachorro-quente e refrigerante.

E a Luísa com "s" mandou o Livroneta, que é uma mistura de livro com planeta. Cada continente é um livro que tem as informações dos países, e as cidades são cheias de livros e todos adoram ler muito.

Escrito por Lelê às 12h46
Galileleu Galilelei

 

Ontem o meu tio me deu um presente. Era uma caixa meio velha e dentro dela tinha uns tubos e umas lentes.

Ele me deu o negócio e perguntou: “Sabe o que é isso, Lelê?”

E eu respondi: “É uma caixa meio velha com uns tubos e umas lentes.”

“Não!”, ele disse. “Isso é um Poliopticon!”

“Poli o quê?”

“Opticon. É um jogo de lentes para construir microscópios, lupas, binóculos e lunetas. Eu usava quando tinha a sua idade. Deve valer uma fortuna!”

“Deve mesmo”, eu respondi ( mas depois eu olhei na internet e vi que tinha uns até de cinqüenta reais para vender).

 A caixa era assim.

“Vou te dar o meu Poliopticon porque você anda gostando desse negócio de planetas.”

“Dá para ver planetas? Tipo Plutão? Oba!”

“Bom, não dá para ver tão longe assim. Mas serve para dar uma olhada na Lua.”

“Já tá legal. Você vai me ajudar a montar?”

“Eu? Bom, eu já estou um meio velho para isso..., mas posso supervisionar daqui, deitado no sofá.”

Então eu peguei as coisas da caixa e comecei a montar. Achei aquilo muito legal, porque era um tipo de quebra-cabeça, só que dava para montar um monte de coisas diferentes. O chato é que o meu tio logo ficou cansado de supervisionar e começou a dormir.

Primeiro ele roncou, fazendo um barulho assim: Rrrrrrr...

Mas depois foi pior, porque ele fez um barulho assim: Prooooc! Era o barulho de um pum! Um pum fedidão! Um pum de pirlimpimpim! E quando soltam um pum de pirlimpim, pode acontecer qualquer coisa.

Dessa vez, o pum começou a virar um velho com barba branca. E ele tinha um negócio esquisito na mão.

O velho era esse aqui:

 

E o treco esquisito era este:

 

“Oi, eu sou o Lelê”, eu disse.

“E eu sou o Galileu Galilei”, ele falou. “Bacana o seu telescópio. Será que é melhor que o meu?”

Eu olhei para o treco esquisito na mão dele e falei: “Já sei, você é o inventor do telescópio!”.

“Não, quem me dera. Foi um holandês chamado Hans Lipperhey, que era fabricante de óculos. Mas eu dei uma melhorada nele. Fiz ele aumentar até trinta vezes! E fui o primeiro a usar a luneta para estudar o céu. Isso foi em 1609, há quatrocentos anos.”

“Por isso que esse ano é o ano da astronomia?”, eu perguntei (porque eu tinha lido no papel do Maquidonaldis).

“Acho que é.”

“Quer dizer que você virou famoso só porque ficou olhando para o céu?”

“Bom, não fiz só isso. Olhando para as estrelas e fazendo umas contas, eu vi que não era o sol e os outros planetas que rodavam em volta da Terra. Eram a Terra e os outros planetas que giravam em torno do sol.”

“Grande coisa! Até eu sei esse negócio.”

“Quatrocentos anos atrás era diferente. A maioria, até os cientistas, pensava que o nosso planeta era o centro de tudo.”

  Os caras daquele tempo pensavam que era assim.

“Então, em vez de Sistema Solar, pensavam que tinha um Sistema Terrar?”

“Isso mesmo. E com a luneta eu também vi outras coisas que nunca ninguém tinha visto. Vi as manchas do sol, vi que a Via Láctea era composta de estrelas, vi os satélites de Júpiter, os anéis de Saturno e as crateras da Lua. Daí eu coloquei tudo isso num livro. Mas a igreja não gostou muito, e eu tive que ir até Roma me explicar com o papa.”

“Por quê?”

“Porque a igreja era muito poderosa e acreditava que a Terra era o centro de tudo.”

  O livro do Galileu era esse aqui.

“Daí queimaram você numa fogueira?”

“Não. Eu era amigo do papa. E eu não queria provar que Deus não existia. Só queria mostrar que o sol é que era o centro do sistema. O papa me recebeu seis vezes e me deu honrarias e dinheiro. Mas não aceitou a idéia de que a Terra não era o centro de tudo.”

“Que chato...”

“Também achei. Aí eu escrevi outro livro. Nesse, tinha um sujeito que acreditava que o sol era o centro de tudo e outro, meio burro, que dizia que tudo girava em volta da Terra. E o papa achou que o burro era ele.”

“Aí que ele te mandou para a fogueira?”

“Não. Por que você sempre pensa em fogueira?”

“História boa tem que ter umas coisas ruins.”

“Eu não fui para a fogueira mas fiquei preso. Serve?”

“Serve.”

 Aposto que o Galileu ia gostar de ser astronauta.

“Só que não fui para a cadeia. Primeiro fiquei preso num palácio em Roma, depois na casa de um arcebispo em Siena, e depois na minha própria casa, em Arcetri.”

“Poxa, que sem graça... Assim é fácil.”

“Mas eu só fui absolvido pela igreja em 1999. Trezentos e quarenta e cinco anos depois da minha morte.”

“Aí já é legal!”

“E hoje à noite você vai ver as estrelas com a sua luneta?”

Nem deu tempo de responder, porque o Galileu sumiu que nem fumaça.

Quando o meu tio acordou, já era de noite e ele me viu olhando para as estrelas com a luneta que eu fiz com o Poliopticon dele. Então ele perguntou:

“Procurando estrelas, Lelê?”

E eu respondi: “Lelê, não. Agora o meu nome é Galileleu Galilelei!”

 

Escrito por Lelê às 10h12
Planeta Refrobolius

Vou começar a colocar os planetas que o pessoal está mandando. Esse aqui é o do Matheus Chaves. Ele deve ter um mar de Fanta:

Escrito por Lelê às 15h32
Meu livro ficou pronto!

Demorou um tempão, mas ficou pronto.

Ele se chama "O Diário do Lelê" e é o maior lindo por dentro, porque parece um diário de verdade (com um monte de desenho legal).

Por fora ele é assim, ó:

 

Na semana que vem, eu vou dar um livro de presente para alguém que fez um dos planetas. 

Manda aí o seu planeta (blogdolele@uol.com.br).

Escrito por Lelê às 08h30
Lelê, o criador de planetas

No último domingo eu fui num lugar chamado Planetário. Eu pensei que era um lugar para ver planetas, mas não é. O Planetário é um lugar onde você senta, passam uns filminhos e tem umas luzes que imitam as estrelas. Então devia se chamar Estrelário.

O Planetário fica no Parque Ibirapuera, lá em São Paulo, e tem filme sábado e domingo. Eu vi dois filminhos, um sobre o sol e outro sobre os planetas. A Catarina não viu nada porque dormiu o tempo todo. A minha mãe disse que ela estava no mundo da Lua.

No filme dos planetas eu fiquei sabendo um monte de coisa. É que eu pensava que os planetas eram todos que nem a nossa Lua, um monte de pedra. Mas não é assim. Eles são bem diferentes.

Tem um com anéis, outro que tem tempestades, outro que é muito quente, outro que é muito frio, outro que é vermelho e o resto eu esqueci.

Bom, quando a gente saiu, a minha mãe e o Dirceu (que é o marido da minha mãe) perguntaram onde eu queria jantar e eu respondi que queria ir numa lanchonete (era no Maquidonaldis, mas eu não vou falar aqui para não fazer propaganda).

Aí, o engraçado é que lá na lanchonete tinha aqueles papéis que ficam em cima da mesa para a gente não melecar tudo, e eles eram sobre Curiosidades Astronômicas. A maior coincidência!

Então eu fiquei sabendo que Júpiter é 318 vezes maior que a Terra, que Plutão é um planeta anão e que tem um vulcão em Marte.

Foi um dia interplanetário!

Bom, aí eu voltei para casa e fiquei pensando nos planetas. E inventei um monte deles, que são esses aqui:

Antiterra: A Antiterra é legal porque ele é o contrário da Terra. Onde tem água aqui, tem terra lá. E onde tem terra aqui, lá é água. A Antiterra podia se chamar Água.

Lunaticus: O Lunaticus é um planeta cheio de luas. Mas cheio mesmo. Tem um monte delas! E o povo do Lunaticus construiu umas pontes entre o planeta e as luas. Ficou legal. O chato é que o pedágio nessas pontes é bem caro.

Espinhenticus: esse planeta é cheio de vulcões, e por causa disso ele parece a cara daqueles meninos de treze anos que são cheios de espinhas. De vez em quando os vulcões entram em erupção. Só que em vez de lava eles soltam aquela gosma das espinhas, e todo mundo acaba emporcalhado.

Futebolius: Ele era igualzinho a uma bola de futebol. Mas um dia um cometa bate nele e ele furou, e então ficou que nem uma bola murcha.

Siameus: São dois planetas grudados, tipo dois irmãos siameses, que nem eu vi numa foto outro dia. Ainda bem que eu não nasci grudado com a Catarina. Ela ia querer pôr roupa de menina e eu, de menino. Uma coisa legal lá no Siameus é que o pessoal do planeta de um lado passa as férias no outro, e o do outro, no um.

Onrutas: Aqui no nosso Sistema Solar tem um planeta chamado Saturno que tem anéis. O Onrutas que eu inventei é um planeta que tem brincos.

Queijosius: Esse é bem diferente, porque ele é cheio de furos, que nem um queijo. E o pessoal de lá passeia com as espaçonaves pelos buracos.

Inverão: O planeta inverão não gira que nem o nosso, então um lado está sempre virado para o sol, e outro, não. Daí que no lado que está virado para o sol é sempre dia e quente, e o que fica de costas é sempre frio e noite. Os inveráqueos trabalham no lado quente e moram no lado frio. E como eles ficam mudando de temperatura, eles acabam sempre resfriados.

Kubol: O planeta Kubol não é uma bola, é um cubo. O legal no planeta Kubol é que ele tem umas cataratas enormes, que são as bordas do cubo. Deve ser bom para fazer surf. Um dia eu vou aprender a surfar. Mas vai ser na Terra mesmo.

Massan: Esse parece uma maçã. Quer dizer, parece, não, ele é uma maçã gigante mesmo. E o povo de lá, os massânqueos, estão comendo o planeta. Eles são o maior burros, porque um dia ele vai acabar e eles vão cair no espaço. A gente tira tanta coisa da terra da Terra. Será que o nosso planeta vai acabar um dia?

Bom, esses foram os planetas que eu inventei. Por que você não inventa um planeta também? Aí você manda para mim (blogdolele@uol.com.br) e a gente faz um álbum aqui no UOL com todos eles.

Ah, e no final do mês eu dou um Diário do Lelê para o planeta mais doido. Vai ser o maior legal. Desenha aí!

 

Escrito por Lelê às 08h48
A Catarina fez um ano!

Ontem foi o aniversário de 1 ano da Catarina. Foi o maior legal. Pelo menos para mim, porque eu brinquei e comi muito. Mas a Catarina nem aproveitou tanto, porque ela dormiu quase o tempo todo.

A festa foi num desses lugares de festa (eles se chamam buffet, mas deviam se chamar festódromo), o que é legal porque tem um monte de brinquedo e de comida. O chato é que quem fez a festa tem que pagar um dinheirão.

Só teve uma coisa ruim: é que às vezes não dava para usar os brinquedos porque tinha gente grande neles. Pô, adulto não se manca! Até o meu tio brincou. Ele gostou de um esqui na neve e ficou lá um tempão. Disse que era para queimar umas calorias. Ele precisava mesmo, porque ele experimentou todos os tipos de salgadinhos. E tinha uns trinta.

 O meu tio ficou em último no jogo. Foi o maior fracasso.

Quando a Catarina acordou, ela estava meio de mau humor. Seriona. Acho que ela achou estranho ver tanta gente junta.

Aí, para a Catarina não chorar, eu fui conversar com ela telepaticamente.

“Que bagunça é essa?”, ela perguntou.

“É o seu aniversário de um ano.”

“Poxa, parece que eu nasci ontem.”

“O tempo passa rápido. Imagina quando você chegar na minha idade. Eu sou o maior velhão. Tenho oito.”

“Tudo isso?”

“É. E você gostou desse primeiro ano?”

“Claro que gostei, eu ganhei um monte de brinquedo.”

“Qual foi o seu favorito?”

“O celular do pai. É bonito e gostoso.”

“Você babou tanto nele que agora não funciona mais.”

 A Catarina acordou com cara de brava.

“Também gostei de ganhar um monte de roupa nova. O chato é que elas ficam pequenas muito rápido. Se bem que eu gosto mesmo é de ficar pelada.”

“O seu cabelo é que não cresceu muito. Você continua careca.”

“Mas já tenho dente. Dá o dedo aqui que eu te mostro.”

“Já caí nessa um monte de vezes.”

“He, he...”

 A Cata continua meio careca.

“Agora que você já tem um ano, você vai parar de mamar?”

“Eu não. Mas só mamo antes de dormir. Quero experimentar umas coisas novas, sabe?”

“Você já come um monte de coisa mesmo.”

“Mas ainda prefiro o leite. O leite e o meu pé. Adoro botar o pé na boca. Quer provar?

“Humpf!”

“Pronto, já tirei, seu bobo.”

“E dos mesaversários, você gostou?”

“O que que é isso?”

“A mãe não fazia uma festinha todo mês?”
 
“Fazia.”

“Então, quando é por ano, é aniversário, quando é por mês, é mesaversário.”

“Ah, gostei. Até aprendi a bater palmas.”

“E a tacar a mão no bolo.”

“Hum..., isso é muito bom. Aposto que todo mundo fica com inveja de mim.”

“Eu fico. Esse negócio de talher é muito chato.”

“Colher só é bom para bater na mesa e fazer barulho. E para bater na sua cabeça.”

 Todo mundo queria pegar a Catarina no colo. Eu, ninguém queria. E nem sou tão pesado assim.

“Qual foi o pior dia desse ano?”

“Ah, foi o primeiro, porque eu nasci sem respirar. Pensei que ia morrer.”

“Deu o maior susto na gente.”

“Quando furaram a minha orelha também foi ruim. Mas agora eu posso usar brinco.”

“Acho que eu também vou furar a minha.”

“Quer que eu fure com o meu dente? Vem cá, vem...”

“Também já caí nessa.”

“Preciso variar os meus truques.”

Bom, aí vieram pegar a Catarina e ela ficou mudando toda hora de colo. Ficava um pouquinho com um e tirava fotos, depois ia para o colo de outro e tirava mais fotos.

Acho que ela gostou de ver tanta coisa colorida. E adorou as bexigas. Até tentou comer umas, mas não dava para morder.

A Catarina também provou umas comidas diferentes. Parece que ela gostou mais do algodão doce. Eu também gostei. Algodão doce é o maior bonito. Mas deixa a gente meio melecado e a minha mãe falou assim para mim: “Não chega nem perto dela com essa mão e essa cara lambuzada.”

 Tinha um cara com um cabeção bem na minha frente.

Quando eu voltei do banheiro, tinham apagado as luzes e estava começando a passar um filminho de fotos sobre a Catarina. E nessa hora eu sentei do lado Gabriela. Ela estava o maior lindona. 

 O chato é que a Gabriela cresceu e ficou mais alta que eu.

Depois teve a hora do Parabéns, que foi o maior legal. A Catarina parecia que ia chorar quando viu aquele monte de gente cantando, mas não chorou e até bateu umas palminhas. Bater palmas é a especialidade dela. E a Catarina também sabe fazer “1” com o dedo. É só perguntar assim: “Quantos anos a Catarina vai fazer?”, e ela já mostra o 1. O meu tio disse que ia ensinar ela a mostrar o outro dedo para não encherem o saco dela, mas a minha mãe fez uma cara de brava e ele voltou para o skate na neve.

 Tinha um monte de gente tirando foto da Catarina. O japonês balançava o cabelo e ela ria muito.

Então, no finzinho da festa, eu fui até a Catarina e perguntei assim: “Ficou feliz com a festa, Catarina?”

“Fiquei. Queria até te dar um beijo. Dá a bochecha aqui.”

Aí, quando cheguei a minha bochecha perto dela, ela “crau”! Me deu a maior mordidona.

“Você caiu de novo, seu bobo. Eu ainda vou te morder muito.”

Escrito por Lelê às 10h36