BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Menino, de 08 a 12 anos

Lelê é o sobrinho fictício do
escritor José Roberto Torero.

Saiba quem é Torero

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Este blog é atualizado às sextas.
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Os candidatos

Bom, essa semana a gente vai fazer uma coisa diferente: uma eleição. Esses são os dez candidatos que eu escolhi para a eleição de vereador em Lelelândia. O pessoal tem que olhar a foto e o slogan deles e escolher em quem votar. Daí é só clicar aqui do lado esquerdo. Quarta-feira, à meia-noite, a gente vê quem ganhou. Vai ser o maior legal!

Quem for eleito vereador vai poder escolher sobre o que que vai ser o texto da outra semana. E vale fazer campanha, que é falar para os outros votarem em vocês.

 

 Vote em Bia Cascuda. Essa sabe lidar com a sujeira da política.

 

 Vamos ultrapassar a Argentina em livros vendidos por habitante. Vote em Gabriel, o livreiro.

 

 Para ficar tudo azul, vote em Luísa, a gremista.

 

 Vote no Guga, ele é diplomado e diplomático.

 

 Rebeca, para a semana não ficar eca. 

 Não complique, vote em Gugula, um homem simples.

 

 Se você também gosta da Mônica, vote na Linda.

 

Quem tem Cuca vota no Lucas.

 

 

 A vida sem o governo da Alice é uma chatice.

 

 Não faça feio, vote em Zé Bonitão.

 

Escrito por Lelê às 22h51
Um dia de Cata

Ontem, quando a minha irmã estava acordando, eu falei telepaticamente para ela:

“Pô, Cata, a sua vida é a maior moleza, né?”

E ela respondeu: “Que nada! Vida de bebê é fogo!”

“Mas você não faz nada!”

“Isso é o que você pensa. O meu dia foi assim, ó:”

7h00: Eu já comecei dando uma mamada. Depois disso a mãe ficou ali mesmo na poltrona e dormiu até 8h15.

8h15: Eu acordei. Aí fiquei olhando as coisas, mas isso ainda é meio estranho, porque eu vejo tudo embaçado. Então depois de um tempo eu enjoei de não ver as coisas direito e chorei. Aí a minha mãe acordou, passeou comigo no colo e eu parei. Ficar no colo é o maior gostoso.

8h45: Fiz um cocô. Aí eu dei uma choradinha, porque é bem chato ficar com cocô na fralda.

9h00: Trocaram a minha fralda e eu mamei de novo. Aí tirei uma soneca, que ninguém é de ferro.

 Mamar dá o maior sono na Catarina. O Dirceu diz que o peito da minha mãe tem leitexotan.

10h00: Acordei e fiquei no braço da mãe até às 10h30. Depois tirei uma soneca, que ficar no braço também cansa.

11h55: Eu estava lá, dormindo, o maior tranquilona, mas me acordaram para mamar. Aí eu fiquei no colo da mãe, ela deu umas balançadas e eu soltei uns arrotinhos. Leite de mãe é muito bom para arrotar.

12h15: O Tio Torero apareceu para filar o almoço e me pegar no colo, mas ele é o maior desajeitado.

12h35: Fiz um cocô. Mas ninguém percebeu. Devia ter uma fralda que acendesse uma luz vermelha quando a gente fizesse cocô. Aí, como ninguém viu que eu estava cocozada, eu chorei.

12h50: Trocaram a minha fralda. Até que enfim!

13h: Dei uma dormidinha, porque ser trocada também cansa.

14h30: Mamei de novo. Não tem coisa melhor que leite de mãe. Eu vi que o meu pai de vez em quando chupa uma lata de leite condensado. Deve ser peito de mãe para adulto.

14h50: Chorei. Esse leite todo na minha barriga me dá gases e, quando eu não consigo soltar pum, fica o maior ruim lá dentro. Um dia até me colocaram um supositório para eu soltar pum. O nome desse negócio devia ser supumzitório.

15h00: Brinquei com o papai e o meu robô. O meu robô é um gênio. Ele toca umas músicas legais e acende umas luzes. Pena que o meu pai não é assim.

 A Catarina sabe imitar a cara do robô.

15h20: A mãe me colocou no carrinho e a gente foi até a loja do meu pai. E a pé! Foram uns três quilômetros. Eu dormi o caminho inteiro. É só eu entrar no carrinho que eu já durmo. O meu carrinho é uma mistura de cama com carrinho. É um camarrinho.

16h30: A gente chegou na loja do meu pai, que é um lugar que vende uma coisa chamada pneu. Daí todo mundo ia dar uma olhada em mim e falava: “Ah, que linda, ela é tão pequena e gordinha!”. Pelo jeito, ser baixinha e gordinha é o maior sucesso.

18h00: A gente voltou de carro para casa. E aí eu dormi, porque quando eu ando de carro eu durmo o maior fácil.

18h53: Fiz um monte de cocopum. Cocopum é um pum que já vem com cocô.

18h54: Trocaram minha fralda, que já estava toda cocopunzada. Mas aí, no meio da troca, eu aproveitei e fiz mais cocô. Peguei a minha mãe de surpresa, he, he...

19h50: Aconteceu uma coisa bem estranha: me furaram! Eu não fiz nada para ninguém, mas vieram com uma coisa pontuda e me furaram as duas orelhas. E ainda colocaram umas bolinhas douradas lá. Daí eu chorei, é claro!

20h00: Tomei banho. No começo eu achava banho um negócio muito chato, mas agora, que eu já estou mais velha, eu já nem choro mais.

 Se deixam a Catarina de barriga para cima no banho, ela esperneia que nem tartaruga. 

0h40: Dormi no colo do meu pai. Mas aí ele sentou e eu chorei. Ficar no colo de quem está andando é bem mais divertido.

1h18: Mamei de novo. Uma coisa que eu acho engraçada é que a minha mãe sempre me dá um pouco de cada peito. Podia ser um de cada sabor.

1h30: O meu pai e a minha mãe me levaram para deitar com eles na cama. Fiquei no meinho dos dois. Isso foi legal! Mas, depois de um tempo (uns dois minutos), eu enjoei e chorei.

1h45: O meu pai me pegou e foi andar comigo pela casa. Eu adoro andar pela casa de madrugada. Ele ficou andando até umas 2h40 e aí eu mamei de novo. Depois, tirei uma soneca, que isso de andar pela casa me cansa demais.

4h44: Acordei, mamei e dormi. E a minha mãe dormiu na poltrona. Ela deve adorar dormir na poltrona.

7h00: Você veio me ver aqui no berço e eu te contei essa história. Viu como o meu dia é cheio de coisa?

“Pôxa, Cata, você é o maior ocupada!”

“Pois é. Eu tenho que fazer um monte de cocô, arrotar, soltar pum, mamar muitas vezes, passear de carrinho, tomar banho, brincar com o meu robô, andar no colo do meu pai de madrugada e tirar um monte de soneca. Vida de bebê é fogo!”

 "Vida de bebê é fogo!"

 

Escrito por Lelê às 06h47
Lelê às margens plácidas

Neste domingo, o meu avô fez duas coisas legais: uma foi que ele me deu uma espada de Darth Vader (que tem uma luz vermelha que é que nem se fosse um raio laser). E a outra foi que ele me levou para no Museu do Ipiranga, em São Paulo.

Lá tem um monte de coisa legal, mas do que eu gostei mais foi de um quadro que é bem grandão. Todo mundo estava em cima de uns cavalos, com uns uniformes brancos e uns capacetes com uns trecos vermelhos.

O meu avô estava começando a me explicar que aquilo ali era o tal grito do Ipiranga quando eu ouvi um barulho estranho.

“Escutou isso, vô?”

“Escutei. Acho que o ar condicionado está com defeito”, ele respondeu.

Mas aí eu senti um cheiro ruim e falei. “Que nada! Foi o senhor que soltou um pum!”

“Eu?! Imagina, Lelê... Você está ouvindo coisas.”

“Ouvindo, não, cheirando!”, eu respondi.

Então aquele fedorzão entrou pelo meu nariz e eu comecei a ficar meio tonto. Até fechei os olhos para ver se passava. Só que, quando eu abri eles de novo, eu já não estava no museu. Estava montado num burrico. E em cima de outro jumento, ali do meu lado, tinha um homem que eu nunca tinha visto antes.

“Quem é você, eu perguntei?”

“Francisco Gomes da Silva, mas pode me chamar de Chalaça.”

“Eu sou o Leocádio, mas pode me chamar de Lelê.”

 Esse é o Chalaça.

“Muito bem, senhor Lelê.”

“Para onde a gente está indo?”

“Para São Paulo. É só seguir este riacho chamado Ipiranga que chegaremos lá.”

“Não era mais rápido pegar um ônibus?”

“Ônibus? Nunca ouvi falar.”

“Nunca? Xi..., já vi tudo... Em quando é que a gente está?”

“Em quando? Ora, no dia sete de setembro de 1822.”

“Caramba, dessa vez o meu avô caprichou no pum de pirlimpimpim!”

“No o quê?”

“É um pum mágico que o meu avô..., ah, deixa pra lá.”

Aí eu olhei em volta e vi que tinha uma turma montada nuns outros burricos, todo mundo com umas roupas marrons, bem feias. E do lado do Chalaça tinha um cara com uma roupa melhorzinha. Ele usava uma barba preta e fazia uma cara estranha, igual que nem eu faço quando estou com dor de barriga. Então o Chalaça perguntou para ele: “O jantar de ontem não vos caiu bem, Dom Pedro?”

“Aquela carne de porco com feijões pretos está a me matar”, o cara respondeu. “Acho que vou aos matos aliviar-me.”

Então ele desceu do burrico e entrou atrás duns arbustos que ficavam na beira do riacho.

 Esse é o Dom Pedro, mas naquele dia ele não estava com essa roupa chique, não.

Todo mundo parou para esperar Dom Pedro. Mas aí, enquanto ele estava fazendo alguma coisa lá no mato, chegou um cara correndo num cavalo. Ele foi até o Chalaça e disse:

“Sou o mensageiro Paulo Bregaro e trago cartas urgentíssimas para o Príncipe-Regente.”

“Da parte de quem?”

“Da princesa Dona Leopoldina e de José Bonifácio.”

Nessa mesma hora apareceu D.Pedro arrumando as calças, e aí foi ver o que eram aquelas cartas.

Depois de ler tudo, ele fez uma cara de bravo e jogou as cartas no chão.

“O que dizem estas folhas, senhor?”, perguntou o Chalaça.

“Elas dão contas das últimas decisões da corte portuguesa em relação ao Brasil. Querem me destituir do cargo de príncipe-regente, tirar-me o poder de nomear ministros e ainda me ameaçam, dizendo que há uma tropa de sete mil praças a caminho.”

“E o que o senhor vai fazer?”, eu perguntei.

“O que tem que ser feito”, ele respondeu. “Vou obedecer ao rei, meu pai, e voltar para Portugal.”

Aí eu pensei que, se ele não proclamasse a independência, não ia mais ter feriado no dia sete de setembro. Então eu disse: “De jeito nenhum! O senhor tem que proclamar a independência do Brasil! Chega de obedecer o seu pai. Você já é grande demais!”

Ele pensou um pouco e disse: “Tens razão!”. Daí ele subiu no seu jumento, foi até o meio do pessoal, arrancou uns laços que estavam na roupa dele e gritou:

“Laços fora, soldados!”.

Todo mundo arrancou os laços da roupa. Eu não tinha nenhum, mas para não ficar chato eu arranquei um botão da minha camisa.

Então D.Pedro fez um discurso que foi meio assim:

"Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro promover a liberdade do Brasil!"

Depois ele se virou para o lado em que eu estava, apontou a espada para o céu e gritou:
"Independência ou morte!"

Todo mundo ficou olhando para ele sem saber o que fazer, mas aí, como eu já tinha visto aquele quadro no museu, eu levantei a minha espada de Darth Vader e gritei: “Independência ou morte!"

E aí todo mundo me imitou, levantando a espada e gritando: “Independência ou morte!”

Foi maior legal! Pena que justo nessa hora passou o efeito do pum de pirlimpimpim e eu voltei para o museu.

O meu avô, que não percebeu nada, continuava falando: “... e é por isso que o quadro do Pedro Américo é tão importante, por mostrar como foi o Grito do Ipiranga.”

“É, mas não foi bem assim, não”, eu disse. “O pessoal estava nuns burricos, a roupa não era tão bonita e o Dom Pedro estava com dor de barriga.”

“Bom, tem uns historiadores que falam isso mesmo.”

“E também tinha um garoto com uma espada de Darth Vader.”

“Como é que é?”, ele perguntou.

“Nada, nada..”

 

Escrito por Lelê às 08h13
Uma idéia legal!

Tive uma idéia: vamos fazer uma eleição?

Vai ser assim, vocês mandam Uma foto (ou desenho) e um slogan, aí eu coloco uns candidatos e um lugar para todo mundo votar.

Podem mandar os desenhos e os slogans para blogdolele@uol.com.br. Até a outra quarta-feira, dia 17.

Manda aí! 

Escrito por Lelê às 20h57
Lelê, o vereador

Essa semana a professora Adriana fez uma coisa bem legal: uma eleição!

Mas o mais bacana é que todo mundo foi candidato.

O começo foi quando ela perguntou assim: “Quem aqui já viu a propaganda política na televisão?”

Todo mundo levantou a mão, porque esse negócio de propaganda política passa quase todo dia e aí não tem jeito de não ver.

Então a professora falou: “Pois amanhã a gente vai fazer uma coisa diferente: Um exercício de democracia. Cada um de vocês vai ser um candidato. Tem que fazer um texto e se apresentar aqui na frente. Quem quiser trazer algum objeto para ajudar na sua propaganda, também pode. No final, a gente vai votar e ver quem ganha. Gostaram da idéia?”

“Siiiiim!”, a gente respondeu, porque o dia seguinte era dia de exercício de gramática e exercício de democracia devia ser bem mais legal. 

Bom, aí todo mundo foi para casa, ficou pensando na sua campanha e no outro dia a gente estava lá.

Logo que a dona Adriana entrou na sala, ela disse: “Agora cada um vai vir aqui na frente e vai dizer a sua mensagem. Mas só pode usar trinta segundos.”

O Gabriel foi o primeiro. Ele disse assim: “Eu quero ser eleito vereador porque assim eu vou lutar por uma biblioteca maior, com mais livros. E a gente vai ter aula de leitura e passar uma tarde inteira lá.”

O Edgar, que não gosta de ler, vaiou o Gabriel e até jogou umas bolas de papel nele. A dona Adriana não gostou:

“Gente, gente, o que é isso? Democracia é deixar o outro falar. Vem você agora, Edgar.”

Aí o Edgar foi e disse: “Bom dia, querido eleitor e querida eleitora, eu estou aqui para pedir o seu voto. Eu prometo que se eu for eleito não vai ter nada disso de aula de leitura. Mas em compensação vai ter mais aula de educação física!”

Aí foi o Gabriel que jogou uma bola de papel no Edgar.

O Davi, que é japonês, veio com um chapéu engraçado e um quimono de judô. Aí ele disse assim: “Em 2008 faz cem anos da imigração japonesa. A minha bisavó é japonesa. Por isso, votem em mim.”

Mas aí o Roberto falou: “Se é para votar em japonês, a gente devia votar na sua bisavó!”

E aí o Davi ficou chateado e voltou para a carteira.

Depois a vez do Silvio, do Sidnei e do Silmar, que são trigêmeos. Eles foram para a frente da classe, cada um com um boné de uma cor, e falaram assim:

“Eu sou o Silvio...”

“Eu sou o Sidnei...”

“E eu sou o Silmar.”

“A gente veio...”

“pedir o seu...

“voto.”

“Vocês podem...”

“Votar em qualquer um de nós...”

“Porque a gente é igual.”

Já tinha acabado a propaganda deles, mas aí o Sidnei falou: “Se bem que eu que tiro as notas mais altas.”

“Só que eu que sou mais forte”, falou o Silvio dando um empurrão no Sidnei.

“Mas eu sou mais educado que eles”, disse o Silmar para a classe, e aí os outros dois empurraram ele. Depois os três ficaram se empurrando e tirando os bonés uns dos outros e foi bem legal.

Então a professora mandou os três sentarem e foi a vez da Camila. Ela chegou lá na frente e deu o maior grito: “Aaaaaaaaaaaaa!”. E aí falou assim: “Eu sempre grito quando eu não ganho uma coisa que eu quero, e eu quero ganhar a eleição. Se vocês não votarem em mim... Aaaaaaaaaa!”

O Pérsio, que é o maior bom no futebol, foi com uma camisa de futebol número 10, ficou fazendo embaixadinha, e disse: “Não dê bola fora, vote no dez.” Todo mundo achou legal e até bateram palmas.

Eu, que fui com uma gravata e um paletó do Dirceu, cheguei lá na frente e disse: “Quem não é lelé vota no Lelê”, mas ninguém riu. Então eu falei: “Vocês não entenderam? Lelé, Lelê. É uma piada.”

“É uma piada sem graça”, falou a Tainá. E devia ser mesmo, porque a Tainá sempre ri de tudo.

A Renata, que gosta de cantar, foi lá e ficou cantando assim: “Vota em mim, vota em mim, não, não vota pra eles, pra eles, não vota pra eles...”.

O pessoal vaiou e gritou: “Buh, desafinada!”

A Cecília, que é o maior CDF, disse: “Caros colegas estudantes, se vocês votarem em mim, prometo-lhes que tentarei fazer com que tenhamos aula em período integral, de manhã e à tarde.”

Jogaram tantas bolinhas de papel nela que parecia que estava nevando.

A Laura, que gosta de dormir, disse que se fosse eleita ia fazer um intervalo de meia hora no meio das aulas para dormir.

A Sheila, que gosta de bicho, falou que se votassem nela todo mundo ia poder trazer os seus bichos para a escola, e aí a Glaucia, que tem alergia a gato, só de escutar isso já começou a espirrar.

Bom, depois que cada um fez a sua campanha, todo mundo escreveu um nome num papelzinho e colocou numa caixa com um buraco.

Aí a professora pegou a caixa e foi contar os votos. E no meio da contagem ela começou a rir. A gente ficou o maior curioso para saber o que era, porque sempre que alguém ri a gente quer saber qual que é a graça.

Quando ela acabou, ela perguntou: “Querem saber quem ganhou?”

“Siiiim!”, a gente respondeu.

“Teve empate”, ela disse. “Pelo jeito, cada um votou em si mesmo. Todo mundo ficou com um voto só.”

Aí começou a maior confusão. A Camila começou a gritar: “Aaaaaaa!”, o Sidnei, o Silvio e o Silmar começaram a brigar, cada um dizendo que os outros dois tinham que ter votado nele, a Sheila disse que todo mundo era burro porque não tinha votado nela, a Laura botou a cabeça dentro da mochila e ficou falando “Eu quero dormir, eu quero dormir!”, o Edgar empurrava todo mundo, a Gláucia começou a espirrar porque ela tem alergia a bagunça, o Gabriel atirou um livro na cabeça da Cecília (que pegou o livro e começou a ler), o Davi ficou lutando judô com o Roberto, o Pérsio chutou a bola dele pra longe, a Tainá ficou rindo de tudo e a Renata foi para um canto e começou a cantar assim: “Não votaram em mim, não votaram em mim, votaram pra eles, votaram pra eles...”

A professora ficou olhando para a gente, deu um suspiro bem longo e disse: “Iguaizinhos aos adultos...”

Esse negócio de democracia é a maior bagunça. E bagunça é legal.

 

PS: Quem quiser pode fazer a sua campanha nos comentários.

Escrito por Lelê às 17h35