
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Menino, de 08 a 12 anos
Lelê é o sobrinho fictício do ![]()
![]() ![]() ![]()
Este blog é atualizado às sextas.
Visitas
|
Lelê e o Museu de Chocolate
O meu nome é Leocádio, mas todo mundo me chama de Lelê. O meu tio Torero é jornalista e me trouxe para a Copa. Todo dia ele via jogo de futebol, mas como ontem não tinha jogo nenhum, ele ficou deitado na cama olhando para o teto. Só de vez em quando é que ele fazia uma coisa, e essa coisa era resmungar assim: “Droga, nem um joguinho...” Aí eu perguntei pra ele: “Quer ver um jogo, tio?”, e ele disse: “Quero!” Então para animar o meu tio Torero eu peguei uma bolinha que eu comprei (com o dinheiro do meu tio) e comecei a jogar no quarto. Era um jogo de eu contra mim. E para parecer mais de verdade eu comecei a falar que nem os caras do rádio: “A bola está com Lelê, Lelê dá o combate, mas Lelê dribla Lelê, que passa para Lelê, e agora Lelê lança para Lelê, que mata no peito e dá um chapéu em Lelê, agora Lelê avança e vai chutar contra o goleiro de Lelê, olha lá, Lelê mandou a bomba... e é goooool! Gol de Lelê!” Acho que aquilo deixou o meu tio o maior animado, porque na mesma hora ele levantou e disse: “Vamos sair daqui!” Então a gente foi até a portaria do hotel perguntar para a recepcionista-que-fala-português onde a gente podia passear. E ela disse: “Vocês já conhecem o Museu do Chocolate? "Quando eu escutei aquilo, eu pensei: "Museu do Chocolate!? Que legal! Em vez daquelas estátuas de pedra deve ser tudo de chocolate e a gente pode morder! Eu quero ir lá, eu quero ir lá!" Aí o meu tio me perguntou: "O que você acha, Lelê?" Eu fiquei com vontade de responder "Que pergunta mais burra, tio! É o melhor lugar do mundo! Vamos já!". Mas aí eu me comportei e disse: "Eu acho bom. A mãe falou para eu aproveitar a viagem e ir num monte de museu porque ia ser muito bom para mim." E eu falei assim porque a gente não pode parecer muito animado para os adultos, porque aí eles pensam que a gente vai fazer bagunça e não levam a gente onde a gente quer ir. Bom, então a gente pegou o trem lá em Leverkusen, que é uma cidade muita chata que não tem nada para ver, e foi para a cidade de Colônia, que é uma cidade legal porque tem o Museu do Chocolate. A gente foi de trem porque aqui na Alemanha o pessoal usa trem para ir para qualquer lugar. O meu tio nem precisa ir de carro, e isso é bacana, porque ele fica o maior nervoso no trânsito porque todo mundo dirige errado e só ele que está sempre certo. Bom, aí a gente chegou no Museu. Mas ele não era como eu tinha pensado que ele era. Não tinha nenhuma estátua de chocolate.
(Xi, acabou o espaço. Mas eu continuo aqui embaixo)
Escrito por Lelê às 10h06
![]() Lelê e o Museu de Chocolate - 2
Na entrada do Museu tinha um monte de tipo de cacau, que é a fruta de onde sai o chocolate, mas isso era muito chato. Então eu puxei o meu tio para a gente sair rápido dali. Aí a gente entrou numa parte que contava a história do chocolate, e ali dizia que ele foi inventado pelos astecas, um povo que vivia no México. Só que os astecas tomavam o chocolate com água, sem leite. E quando eles iam matar alguém davam uma caneca de chocolate para o coitado, que não era tão coitado porque morria feliz. Depois a gente passou por uma sala que tinha uma selva dentro, e lá era o maior quente e estava escrito que era em lugar daquele jeito é que tinha cacau.
Mas o legal mesmo foi depois. Porque aí a gente viu uma fábrica de chocolate! Não é que nem a fábrica do filme porque não tem anão, mas é uma fábrica de verdade. Tem até umas torneiras de onde sai chocolate, mas o meu tio não deixou eu pôr a boca ali (se bem que eu acho que ele também estava com vontade, porque a garganta dele fez "glup").
Aí eu soltei a mão do meu tio e comecei a correr pela fábrica, que era o maior legal porque tinha um monte de escadas e umas máquinas legais. Essa aqui mexia os braços e parecia um robô:
E essa aqui leva os quadradinhos de chocolate até uma mulher que embrulha eles.
Essa mulher deve ser a mulher mais sortuda do mundo. Ela deve comer um monte de chocolate todo dia, por isso que ficou gorda.
E eu também vi uma mulher que pintava a parte branca dos chocolates. Ela deve ser uma artista muito importante, porque os outros artistas pintam coisa que a gente pendura na parede, mas essa pinta coisa que a gente põe dentro da barriga da gente, e a barriga da gente é mais importante que a parede.
Aí no final da fábrica eu vi uma árvore que é a árvore mais legal do mundo, porque ela tem um monte de cacau de ouro e fica no meio de um laguinho de chocolate.
O chato é que a gente não pode chegar perto para mergulhar a cara no laguinho. Mas tem uma moça que põe umas bolachas nele e dá para a gente comer. Mas isso não foi a parte mais legal do passeio. O mais legal veio depois.
(Xi, acabou de novo. Eu continuo aqui embaixo)
Escrito por Lelê às 10h00
![]() Lelê e o Museu de Chocolate - 3
É que no fim do Museu tem uma loja de chocolate gigante! E essa parte é a mais legal, porque no resto do museu a gente vê o chocolate, mas aqui a gente pode comer, e chocolate é melhor de comer do que de ver. Eu até subi no ombro do meu tio para tirar uma foto de um pedaço da loja:
Tinha um monte de chocolate que eu nunca tinha visto na vida, com um monte de recheio doido: de pêra, de cereja, de laranja, de chocolate muito preto com muito cacau, de café, de hortelã e até de pimenta. Eu enchi a mão de chocolate, mas nessa hora eu queria ser que nem aqueles monstros de mãos grandonas para poder carregar mais. Quando o meu tio me viu de mão cheia, fez uma cara meio feia e perguntou: "O que é isso na sua mão?" Eu respondi: "Chocolate." E ele perguntou: "E aonde o senhor vai com esse chocolate?" Aí eu vi que eu estava ferrado, porque quando chamam a gente de senhor é fogo. Então eu tentei ser esperto e falei: "É para a gente dividir, tio." Mas o meu tio continuou com cara de bravo e falou "Não, senhor. Esse chocolate vai estragar o nosso almoço." Então eu achei aquilo a maior injustiça e perguntei: "Por que que é o chocolate que estraga o almoço e não é o almoço que estraga o chocolate? Eu acho que a gente podia almoçar o chocolate, e eu sei que o senhor também gosta de chocolate à beça, e eu não entendo porque a gente tem que comer uma coisa que gosta menos se tem uma coisa que a gente gosta mais." Aí o meu tio coçou a cabeça, que ele tinha raspado careca mas que agora já está com um pouco de cabelo, e falou: "Tá bom, Lelê, me convenceu. Mas não fala nada para a sua mãe, porque se ela souber que a gente almoçou chocolate..., tadinho de mim." Então a gente comprou um monte de chocolate, dois refrigerantes (porque chocolate dá a maior sede) e foi almoçar na escada que fica na frente do Museu. O meu tio me fez prometer que eu não ia falar nada para a minha mãe e eu prometi. E agora eu não estou falando, estou escrevendo. Se ela ler isso daqui e descobrir, eu não tenho culpa. Só que aí..., tadinho do meu tio.
Escrito por Lelê às 09h19
![]() Lelê quer fazer balé - 1
Eu tinha ficado o maior chateado porque eu não consegui entrevistar o Robinho direito, então eu falei assim para o meu tio Torero: “Eu quero entrevistar o Robinho de novo, eu quero entrevistar o Robinho de novo, eu quero entrevistar o Robinho de novo...”. Aí, quando eu já tinha falado isso um monte de vezes ele olhou para mim e perguntou:“Você não tem um botão de desligar aí na barriga?” Eu olhei para a minha barriga e disse: “Não.” E comecei de novo: “Eu quero entrevistar o Robinho, eu quero entrevistar o Robinho...” E ele disse “Tá bom, tá bom...” Então ele começou a falar assim pro tio Rangel, que é o repórter da Folha: “Eu quero entrevistar o Robinho, eu quero entrevistar o Robinho...” E o tio Rangel começou a telefonar para o assessor de imprensa da seleção dizendo assim: “Eu quero entrevistar o Robinho, eu quero entrevistar o Robinho...” E aí deu certo e a gente foi entrevistar o Robinho. A gente chegou lá no portão do castelo da seleção e ficou esperando. Então eu comecei a pensar assim: "Quem mora em castelo é rei. A seleção está num castelo. Então será que o Parreira é um rei e os jogadores são assim uns príncipes, cavaleiros, duques, bobos da corte, essas coisas?". Só que aí eu parei de pensar nisso porque vi uma menina com a roupa da seleção da Alemanha. Ela era a maior linda e estava sentada no chão. Aí eu sentei na frente dela e tirei essa foto:
Eu vi que ela tinha um machucado no joelho. Aí eu apontei para ele e perguntei: “Futebol?” E ela respondeu "Iá, fusbal", que deve ser “É, futebol” em alemão. Então eu apontei para mim e falei que nem índio: "Lê-o-cá-di-o. Lelê" E ela apontou para ela e falou: "E-mi-ly. Lili." Aí, como ela jogava futebol, era o maior linda e tinha um apelido quase que nem o meu, eu fiquei apaixonado. Então eu disse que estudava numa escola, falei o nome dos meus amigos, contei que eu ia entrevistar o Robinho e que eu era o maior bom em futebol (eu não sou, mas faz de conta). E ela também começou a contar um monte de coisa, mas eu não entendi nada porque parecia que ela estava falando que nem eu quando falo com a boca cheia de jujuba. A gente estava nessa conversa maior legal quando o meu tio me chamou para a gente ir falar com o Robinho. Então eu disse para a Emily: "Tchau, a gente se vê na final da Copa", e fui com o tio Torero e o tio Rangel.
(Xi, ficou grande. Vou continuar aqui embaixo)
Escrito por Lelê às 07h36
![]() Lelê quer fazer balé - 2
Aí, quando a gente entrou no castelo, o Robinho ainda não estava lá, e a gente ficou esperando com o pessoal da Globo. Eu olhei bem para eles e vi que a moça do Jornal Nacional estava lá. O nome dela é Fátima Bernardes e ela é legal. Eu fiquei falando com ela e ela me disse que tinha três filhos que nem eu, e contou que foi professora de balé e que as alunas dela também tinham oito anos e chamavam ela de Tia Fatinha. Aí eu fiquei pensando que deve ser legal fazer balé, porque a gente conhece um monte de meninas lindonas que nem a tia Fatinha.
Bom, aí chamaram a gente e a gente foi fazer entrevista com o Robinho, que estava de chinelo e com um relógio que era o maior legal. O tio Torero e o tio Rangel fizeram um monte de perguntas chatas sobre futebol. Aí, quando eles acabaram, eu fiquei falando com o Robinho sobre umas coisas importantes de verdade. Foi assim: Eu: Oi. Ele: Oi. Eu: Qual é o seu vídeo game preferido? Ele: Play Station. Eu: Qual é o seu time no Winning Eleven? Ele: O Arsenal. Eu: Por que chamam você de saci se você tem suas pernas? Ele: Acho que é porque eu prendo a bola na perna e saio pulando. Eu: Quem é o seu melhor amigo? Ele: O Roberto e o Ronaldo, que estão comigo no Real Madrid. Eu: Você gosta mais de dar pedalada ou de dar uma caneta? Ele pensou um tantão antes de responder e disse: "Ah, uma caneta..., mas eu ainda não dei nenhuma na Copa." Aí o meu tio e o tio Rangel começaram a fazer perguntas de novo e eu tirei foto do chinelo e do relógio do Robinho, mas não tirei da cara dele porque todo mundo já sabe como ele é.
Depois a gente foi embora. O chato é que a Emily não estava mais no portão. Aí eu pensei que se o Brasil não chegar até a final eu nunca mais ia ver ela, e que aí então eu podia fazer balé para conhecer umas meninas lindonas. Então eu falei para o meu tio: "Se o Brasil não chegar na final eu quero fazer balé." O meu tio levantou a sobrancelha, que é o que ele faz quando leva um susto. Acho que ele ficou espantado com a minha idéia e me achou o maior gênio.
Escrito por Lelê às 07h29
![]() Entrevistando Lelê
Eu vou dar uma entrevista. Dar entrevista é legal porque é que nem prova, só que o assunto é a gente mesmo, então a gente sempre sabe a resposta. Quem quiser mandar perguntas, é só escrever para para o e-mail criancasuol@uol.com.br, junto com seu nome completo, idade e a cidade em que você mora.
Escrito por Lelê às 11h53
![]() Lelê entrevista três de uma vez
A minha mãe diz que eu pareço um bicho preguiça na cama, porque eu me espreguiço e durmo de novo, me espreguiço e durmo de novo. Acho que eu me lembrei disso porque ontem o meu tio acordou bem cedo e eu me espreguicei e dormi de novo. Só que, quando ele estava saindo, ele disse: “Lelê, continua dormindo que eu vou no castelo entrevistar o pessoal da seleção e já volto.” Aí eu pensei: “Castelo? Seleção?” E aí eu disse: “Eu também vou, eu também vou!” Pulei da cama e me arrumei bem rápido. O meu tio até levou um susto. Eu sei porque ele levanta a sombrancelha quando leva susto. Em menos de um minuto eu já estava pronto para sair, mas aí ele falou: "Calma, Lelê, pode pôr uma calça de verdade em vez dessa calça de pijama que eu espero." Aí eu tirei minha calça listrada de pijama que é o maior legal, e eu gosto quando eu fico com febre e não vou para a escola porque eu fico com ela o dia inteiro. Então a gente pegou o carro e foi lá para o castelo. Tinha um monte de carro parado na entrada. Um monte mesmo. Aí deixaram um tantão de jornalista entrar, mas a gente não entrou. Era só o pessoal de rádio. A gente esperou um tempão até esse pessoal sair e aí é que deu para entrar, porque chamaram o pessoal de jornal e o meu tio é do pessoal de jornal. A gente andou um pouco e deu para ver o castelo. É esse aqui:
Acho que ele não é um castelo de verdade, porque castelo de verdade tem que ter torre, e lá não tem. Bom, aí os jogadores estavam sentados num gramado, e em volta de cada um tinha um monte de jornalista. Eu passei por baixo deles e vi que quem tava ali no meio era o Émerson. Aí eu perguntei: "Você se chama Émerson por causa do Émerson Fittipaldi?" E ele respondeu: "Olha, não sei porque que o meu nome é Émerson." Aí eu perguntei: "Você gosta mais de atacar ou de defender?" Ele deu uma risadinha e disse: "He, he, boa pergunta... Se você perguntar para qualquer criança, ela vai dizer que prefere atacar. Mas defender acabou sendo a minha função." Aí eu perguntei: "Quando você era criança você queria jogar que nem quem?" Ele fez cara de quem lembra de alguma coisa e disse: "Ah, eu gostava do Zico pra caramba!" Então, como eu queria entrevistar mais gente, eu corri até outro bolo de jornalistas. Dessa vez que estava no meio deles era esse aqui, o Gilberto Silva.
Eu perguntei se era legal ficar no banco, porque é bem pertinho do campo e deve ser o melhor lugar ver a partida, mas ele me respondeu que era muito difícil, que era melhor jogar, porque ele ficava bem mais nervoso que o torcedor que assiste em casa. Então eu perguntei se ele achava que ele ia jogar hoje, e ele disse assim: "Eu tento fazer o meu máximo e colocar confusão na cabeça do treinador." O meu tio que estava ali perto falou: "Mais ainda?" Bom, depois eu corri para outra turma. E quem é que estava lá? O Robinho! Eu acho o Robinho o maior legal! Ele corre, dribla e tem cara de criança. O dente dele é muito branco e ele tem um celular que vibra o tempo todo.
Então eu fiz uma entrevista que foi assim: Eu, o Leocádio: No que que você pensa quando está no banco? Ele, o Robinho: Eu fico na torcida pelo sucesso dos companheiros, estudando os adversários... Eu: Quando alguém erra um chute você pensa assim: pô, esse gol eu fazia... Ele: Não, não... Lelê: Você fica dando chute como se estivesse jogando de verdade? O meu tio fica quando vê jogo pela tevê. Robinho: Torcer do banco é pior ainda do que torcer em casa. Eu, de novo: E você torce para alguém se machucar para você entrar? Robinho, de novo: Não, isso não. A gente fica só na expectativa. Eu ainda tinha um montão de perguntas para fazer, só que aí apareceu um sujeito, que o meu tio explicou que é o assessor de imprensa da seleção e tem uma namorado bonitona chamada Maitê, e ele disse: "Acabou o tempo, pessoal, agora é a turma da tevê." Eu pensei "Não dá para ficar mais um pouco com o Robinho, só mais umas duas horas?", mas eu nem falei nada porque ele tava com aquela cara que a minha mãe faz quando está com pressa, e aí não tem jeito. Então dei tchau pro Robinho e falei "Boa sorte". Depois eu e o meu tio Torero almoçamos e voltamos para o hotel, mas eu já não estava mais com sono. Eu queria era jogar bola. Só que aí o meu tio é que queria tirar uma soneca, que ele chama de cochilo mas demora umas duas horas. O meu tio parece um bicho preguiça.
Escrito por Lelê às 05h50
![]() Lelê pede ajuda
Pode ser que eu entreviste o Robinho. Quem quiser pode me dar idéia de pergunta, porque eu não tenho muitas.
Escrito por Lelê às 14h13
![]() Lelê, o comentarista - 1
O meu tio Torero está gripado de novo. Ele estava ruim, ficou um dia inteiro deitado, e então ficou bom. Mas aí tomou cerveja para comemorar e ficou ruim de novo. O meu tio parece criança. Bom, como ele está gripado, ele falou para mim: “Lelezinho...” (o meu nome é Leocádio, mas todo mundo me chama de Lelê. E, quando o meu tio quer que eu faça alguma coisa para ele, ele me chama de Lelezinho), “faz um comentário sobre o jogo de ontem para mim?” Aí eu disse: “Só faço se depois a gente andar no ônibus sem capota” (o ônibus sem capota é um ônibus que tem dois andares e o de cima não tem capota, e ele passeia pela cidade e leva a gente num castelo). O meu tio disse: “Tá bom, eu te levo...” E aí eu perguntei: “Como é que eu faço esse comentário?” E ele disse: “Começa do começo e acaba no fim.” Então eu vou começar do começo. E o começo foi no hotel. Eu botei meu short, meu chinelo e o tio Torero pediu para eu usar uma camisa do Santos para dar sorte (eu não torço para nenhum time, porque o dia que eu torcer só para um time vou ter que usar só a camisa desse time, e eu gosto de usar camisa de time). Aí a gente andou até onde estava um ônibus chamado Media Shuttle, que se escreve assim mas que se fala “mídia chãtou”. Eu perguntei o que queria dizer aquilo e o meu tio me explicou que “Media” eram os jornalistas. Ele não disse o que era “chãtou”, mas deve ser “chato”
Então a gente entrou no ônibus e eu dormi, porque eu sempre durmo em ônibus (e também durmo em avião, em trem e Depois de um tempo que eu não sei quanto tempo foi, o tio Torero me cutucou e disse: “Olha o estádio, Lelê!”, e aí eu vi um pneu gigante. E branco!
Eu achei muito bacana aquele estádio, e ele devia se chamar Estádio Kalota, porque o que fica dentro do pneu é a calota, e calota em alemão deve ser kalota. Eu vi o tio Juca lá dentro. O sobrenome dele é Kfouri, que é um nome muito engraçado porque parece “Que furo”. Ele olhou para o meu chinelo e perguntou se eu ia para a praia. Aí eu olhei para o sapato dele e perguntei por que ele estava sem meia (a minha mãe disse que usar sapato sem meia dá chulé). Ele respondeu que aquele sapato era muito chique, que era para usar sem meia mesmo porque era para andar
(Xi, o comentário está ficando o maior grande. Vou ter continuar aqui embaixo.)
Escrito por Lelê às 04h25
![]() Lelê, o comentarista - 2
Bom, aí, antes de começar o jogo, levaram os fotógrafos para passear que nem cachorro. Colocam eles dentro de uma corda e andam todos juntos até o lugar que é para tirar foto.
Aí entram as seleções e é o maior legal. Todo mundo grita e eu gritei também. E bem alto! Eu também sou bom em gritar alto. O tio Torero até botou o dedo nos ouvidos. Depois tocou o hino do Brasil e essa parte também foi bacana, porque todo mundo no estádio fica de pé. Eu fiquei olhando para o Ronaldinho Gaúcho. Ele pôs a mão no coração e cantou o hino inteiro. E depois ainda apertou o símbolo da seleção. Eu não sei porquê, mas eu achei isso bacana.
Aí começou o primeiro tempo. Mas foi muito chato então eu nem vou falar dele. O segundo tempo foi mais legal. Logo no começo, o Adriano, que o meu tio tinha acabado de xingar de “inútil” e de “grosso”, fez o gol. Aí eu olhei para o meu tio e ele estava falando “Esse Adriano é fogo.” Quer dizer, ele não falou fogo, mas a palavra que ele falou eu não vou pôr aqui, senão a minha mãe não deixa mais eu ver jogo com ele. Aí todo mundo começou a correr e o jogo ficou bacana. Teve chute pra lá e pra cá, e o time da Austrália perdeu uns gols que até eu fazia se eu tivesse o tamanho deles. Quando entrou o Robinho ficou ainda mais legal, porque ele corre muito e dá um monte de drible. Drible é quando um jogador faz de conta que vai para um lado e vai para o outro, ou então ele finge que vai para um lado para o inimigo pensar que ele vai pelo outro mas ele vai pelo um mesmo. Depois entrou o Fred e aí ficou a maior correria, que nem quando é recreio na minha escola. E assim é que futebol é legal, quando parece o recreio da escola. No finzinho o Fred fez mais um gol e aí todo mundo gritou e foi bacana. Depois, quando a gente tava saindo do campo, eu até fiquei com pena da torcida dos australianos, porque eles jogaram direito e também se vestem de amarelo. Mas aí eu pensei que se o Brasil perdesse eu ia ficar com pena de mim, e é melhor ficar com pena dos outros porque passa mais rápido. Aí a gente pegou o ônibus dos jornalistas chatos e no caminho eu fiz o meu tio repetir um monte de vezes que ia me levar no ônibus sem capota, porque se os adultos não repetem uma coisa, eles esquecem. Então amanhã eu vou andar no ônibus sem capota e vou tirar um monte de foto. Bom, e o fim de tudo é que, quando a gente chegou no hotel, o meu tio pegou uma cerveja bem gelada no frigobar. Ele disse que era para comemorar o fim da gripe. Acho que daqui a uns dias eu vou ter que escrever de novo.
Escrito por Lelê às 04h21
![]() Cinco coisas da caixinha misteriosa do Lelê
Hoje o meu tio está doente, então ele disse assim: “Lelê baz a coluna bra mim, atchum!, que eu tô resbriado, atchum!”. Aí eu falei que estava sem nenhuma idéia, então ele me disse para eu abrir a minha caixinha misteriosa e escrever sobre cinco coisas que tinha lá. A minha caixinha é onde eu guardo umas coisas e não deixo o meu tio abrir, então ele chama ela de misteriosa. Bom, aí eu abri a caixinha e vi que lá tinha um pedaço de aspargo que eu vou levar para a minha mãe, um floquinho de neve quente, um fiapo de gramapete, um chaveiro de urso e um ingresso de taxicleta. Aspargo é uma coisa que tem aí no Brasil mas aqui tem de montão. Tem sopa de aspargo, salada de aspargo, aspargo com peixe, aspargo com presunto e aspargo com aspargo. Tem até um prédio que parece um aspargo gigante lá em Berlim. Aí embaixo eu vou pôr uma foto de uns aspargos e do aspargão:
Eu subi lá em cima com o meu tio e deu para ver a cidade toda. O chato é que a janela tava fechada, porque deve ser o maior legal jogar um negócio lá de cima e ver o negócio caindo, caindo, e se espatifando no chão. Outra coisa muito engraçada é que a cidade tem uma neve quente. Ela cai em floquinhos pelo chão e não derrete. É assim:
O meu tio disse que não é neve, que é uma planta, um tipo de flor, mas eu acho que é neve mesmo, só que é neve de verão. O meu tio não tem imaginação. O fiapo de gramapete (que é uma mistura de grama com tapete) eu arranquei de uma praça. Os alemães (o meu tio me disse que não é alemões) colocam esse tapete no chão, levam umas cadeirinhas e ficam pensando que estão num parque. Eles têm muita imaginação.
O meu chaveiro de urso era para ser um urso grande, que nem esses aqui:
Eu pedi para o meu tio comprar um urso para eu colocar em casa, mas o meu tio disse que esse urso é muito caro, então ele me comprou um chaveirinho de urso bem pequeninho. Aí eu pedi uma chave para colocar no chaveiro, mas tinha que ser uma chave de alguma coisa, e aí eu pedi um buguinho pro meu tio, porque aí o buguinho ia ter chave e eu podia pôr a chave no chaveiro de urso. Mas aí ele disse pra eu botar a chave do banheiro de casa no chaveiro. Dessa vez eu não enganei o tio Torero, mas foi quase. Bom, agora só falta falar do meu ingresso de taxicleta. A taxicleta é uma mistura de táxi com bicicleta. Ela é assim:
Eu andei na taxicleta e foi o maior legal. Quando eu voltar para o Brasil eu vou transformar a minha bicicleta numa taxicleta e vou ganhar dinheiro para comprar um urso-estátua. Só que eu não vou poder levar coisa muito pesada, porque eu sou pequeno e a minha bicicleta também é, e por isso não dá para levar o Ronaldo na Garupa. Ah, falando em Ronaldo, eu vi ele lá no jogo. Acho que ele tá parecendo o meu tio, porque os dois são carecas, meio gordos, não correm nada e estão meio doentes. Só que o Ronaldo está com dor de cabeça e o meu tio está gripado. E o Ronaldo deve espirrar direito, fazendo “atchim”, e o meu tio faz “atchum!” e espalha meleca pra todo lado.
Escrito por Lelê às 06h22
![]() Lelê e o máximo que não é tão máximo
Ontem eu vim de trem para Berlim com o meu tio. Viajar de trem é o maior legal porque a gente pode ficar correndo no corredor. Só que o meu tio Torero disse para eu não correr no corredor, que era para eu andar que nem gente. Mas aí eu falei que se o corredor se chama corredor era para a gente correr nele. Se fosse para andar ele ia se chamar andador. Então o meu tio falou “Eu desisto...” e eu continuei correndo. No caminho eu vi pela janela uma coisa muito engraçada. Isso aqui:
Acho que são uns ventiladores gigantes, porque alemão não deve gostar de calor e ontem estava o maior sol. Mas o meu tio Torero disse que aquilo era para gerar energia elétrica. Berlim é uma cidade muito bacana. Tem prédios grandões e igrejonas, mas o que eu mais gostei é que tem um monte de urso pela cidade. Mas eles não são de verdade. São de estátua. O meu tio disse que tem tanto urso aqui porque ele é o símbolo de Berlim. Eu achei isso o maior legal. Tem urso colorido, amarelo, chique e gigante:
Ia ser legal se um dia eles virassem ursos de verdade e atacassem todo mundo.
Bom, amanhã, aqui em Berlim, é o jogo do Brasil contra o time do país que se chama Croácia. E ontem o meu tio Torero passou por uma turma de brasileiros e gritou “Croácia!”, e aí os brasileiros começaram a reclamar e a xingar ele porque pensaram que ele era croaciano, mas então o meu tio falou: “Croácia, zero. Brasil, quatro!”, e aí todo mundo riu. Foi legal. Depois eu perguntei pro meu tio onde a gente ia ver o jogo, e ele disse que a gente ia ver no estádio e que isso era “o máximo!”. Mas aí eu fiquei pensando que eu também ia gostar de ver o jogo lá na minha casa, com a minha mãe, o meu pai e o meu avô, porque ver jogo com eles é o maior legal e quando o Brasil faz um gol o meu avô tira a dentadura e faz ela rir na mão dele: “quá, quá, quá.” E eu também pensei que podia ver o jogo com a turma lá da escola, porque a tia Regina ia levar uma televisão para a classe. E aí eu ver o jogo com o Arthur, que é o maior sério, com a Beatriz, que não pára de falar, com a Ester, que é CDF, com os três Gabriéis, a Gabriela e a Gabrielle, com a Beatriz, que aposto que não vai parar de falar nem quando for gol do Brasil, com os Leonardos, com o Victor e o Zoltan, que são legais, com a Thayná, que tem nome de índia mas não é índia, com a Bárbara perguntadeira, com o meu amigo Bernardo, com a Júlia, a Lara e a Luana, que são bacanas, com o Lucas, que é o maior engraçado, com o Rodrigo, que faz mais bagunça que eu, com o João Antonio, que adora futebol, e com a Thais, que é linda. Então eu fiquei pensando que ver o jogo lá no estádio não é tão máximo assim, e aí eu fiquei quieto um tempão. O meu tio perguntou se eu estava me sentindo bem e eu falei que tava mais ou menos, porque eu tava pensando no pessoal da escola e no pessoal de casa e na dentadura do meu avô, e que ia ser o maior legal ver o jogo com eles, porque a coisa mais legal que tem é ver jogo de futebol com um monte de gente que a gente acha legal. Aí o tio Torero também ficou quieto.
Escrito por Lelê às 06h18
![]() Lelê no castelo
O meu tio Torero trabalha num jornal chamado Folha de S.Paulo, mas que devia chamar Folhas de S.Paulo porque ele não tem uma folha só, tem um monte.
Ontem eu pedi pra ele me levar num castelo que tem perto do campo da seleção, mas ele disse que não dava, que ele não tinha tempo para essas coisas e que dessa vez nem adiantava eu chorar porque não tinha jeito.
A gente tava almoçando com a tia Soninha,
que também escreve na Folha, que devia chamar Folhas, e ela é o maior legal. Então, como eu vi que o meu tio não ia me levar, eu fiz uma cara que nem a do meu cachorro quando tá com fome e falei: “A senhora me leva, tia.” E deu certo, ela levou. Aí eu vi o castelo de frente,
de lado,
de trás,
e aí eu andei pelos corredores,
e olhei pelas janelas.
Mas o que eu achei estranho é que tinha um comercialzão de chuteira lá. Eu perguntei para a tia Soninha se o pessoal do castelo usava chuteira e ela disse que não, que o castelo era do século treze e que não tinha chuteira naquele tempo.
Então eu achei muito esquisito estragar o castelo com um monte de propaganda de uma coisa que nem é do tempo do castelo. Se fosse propaganda de armadura era legal, mas de chuteira é esquisito.
Escrito por Lelê às 08h45
![]() A primeira entrevista de Lelê
O meu nome é Leocádio, mas todo mundo me chama de Lelê. Se bem que tem vez que me chamam de outras coisas. Que nem ontem, quando eu estava pedindo um monte de vezes para o meu tio Torero jogar futebol comigo no quarto e ele me chamou de “Matraca”. Aí eu perguntei um monte de vezes o que era matraca, e ele disse “Tá bom, tá bom..., eu explico.”
Aí o tio Torero respirou fundo e me disse que matraca é quando uma pessoa é bem desinibida e fala bastante, assim que nem eu. Então eu fiquei contente porque matraca é uma coisa boa. Aí eu perguntei pro meu tio o que que um matraca faz quando cresce, e ele me disse que vira narrador de futebol que nem o Galvão Bueno, que não consegue fechar a boca. Eu gostei disso, porque o Galvão Bueno fala com jogador de verdade e eu queria falar com um jogador de verdade. Então pedi para o meu tio me levar lá onde está o time do Brasil para eu falar com um jogador de verdade.
Ele disse que não dava porque eu sou criança e criança não fala com jogador de verdade. Mas aí eu falei que dava sim, porque os filhos dos jogadores também são crianças e eles falam com os pais dele, então os pais dele também vão falar comigo.
O tio Torero disse que não era bem assim, então eu comecei a chorar e disse que ninguém queria falar comigo e isso é não estava certo porque eu não tinha quebrado nada de nenhum jogador ainda. O meu tio respirou fundo de novo (acho que ele deve ter bronquite) e disse “Tá bom, tá bom...”
Aí ele me levou até o campo de treinamento da seleção. Quando os jogadores desceram do ônibus, eu vi um que era careca que nem o meu tio e chamei ele assim: “Moço careca, fala comigo?” O meu tio disse que não era para chamar o jogador desse jeito porque ele tinha nome e o nome dele era Cris. Então eu gritei: Cris careca, fala comigo?” E o legal é que ele veio. Aí eu falei com ele assim: Eu: “Por que você virou zagueiro? Você era grosso?” Cris Careca: “Não, é que quando eu comecei a jogar, com sete anos, com o meu pai e o meu irmão, eles disseram para eu ficar na defesa, e aí eu fui ficando.” Eu: “Quando você bate nos outros você fica com pena deles?” Cris: “Eu tento sempre ir na bola, sem machucar o adversário.” Eu: “Mas e quando machuca, você fica assim chateado que nem eu quando quebro as coisas da minha mãe?” Careca: “Lógico. A gente sempre tenta saber o que aconteceu, conversa no fim do jogo, telefona...”
Eu: “Por que você é careca?” Ele: “Porque o meu cabelo começou a cair quando eu tinha uns vinte e dois anos, e aí eu raspei.” Eu: “Mas não é ruim na hora da cabeçada?” Ele, o Cris Careca: “É sim. Às vezes escorrega por causa do suor e do creme. Por isso, antes dos jogos, eu não passo creme.” Eu: “Legal! Tchau.” E para provar que eu fiz mesmo a entrevista com o Cris eu tirei uma foto, que não saiu muito boa porque eu sou pequeno e ele é grande.
Aí a gente saiu dali e eu vi que o meu tio estava com cara de feliz e eu perguntei o que que foi?, e ele respondeu que a minha entrevista tinha sido muito bacana e que por causa disso ele nem ia mais trabalhar hoje e eu ia ganhar um sorvete.
Ser matraca é o maior legal!
Escrito por Lelê às 05h09
![]() Leocádio e o carrossel alemão
O meu nome é Leocádio mas todo mundo me chama de Lelê. Quer dizer, todo mundo, não, porque tem hora que a minha mãe diz "Bonito, hein, seu Leocádio...". E aí eu sei que vem bronca. Eu estou na Alemanha com o meu tio Torero. Ele me trouxe para cá porque assim vai ter dia em que eu vou escrever no lugar dele e ele vai ficar sem fazer nada. Que nem hoje, que eu já estou escrevendo e ele ainda está dormindo de boca aberta. O meu tio ronca bem alto. Parece uma mistura de grrrrr de leão e muuu de vaca. Quando eu crescer também quero roncar assim: "grrrrrmuuu!" Eu estou no mesmo quarto do meu tio. É um quarto muito bacana porque tem cadeira e mesa. Dá até para jogar bola. As cadeiras são os jogadores e a mesa é o gol. Eu driblei um monte de cadeira e fiz um monte de gol, mas acho que o meu tio estava torcendo para as cadeiras, porque uma hora ele ficou bravo e disse: "Chega, Lelê, vamos dar uma volta." Aí a gente pegou o carro e saiu. Então a gente foi passear numa cidade chamada Frankfurt e eu vi umas coisas bem legais. Na rua tem um monte de carro chamado Mercedes. Mas não é a Mercedes que é o carro mais legal. Mais legal é um carro bem pequeno que o meu tio disse que chama Smart. Eu pedi um para o meu tio, mas ele disse para eu não bancar o Smartinho e riu. Eu não vi qual foi a graça. Aí o meu tio me explicou que Smart quer dizer esperto. Aí eu entendi a piada: ele tinha me chamado de espertinho. Mas continuei achando sem graça. Aí o meu tio perdeu a paciência, me emprestou a máquina dele e falou "Tira umas fotos, tira, Lelê." E eu tirei. Tirei uma foto de um Smart que passou do nosso lado. Ele era assim:
Depois eu tirei a foto de um prédio redondo que é assim:
Eu achei esse prédio muito bacana, mas deve ser difícil de colocar quadro na parede. Depois a gente foi para uma cidade chamada Kongstein, que é onde vai ficar a seleção brasileira. E aí eu vi a coisa mais bacana do dia. Um carrossel! Mas não é um carrossel de cavalo-estátua. É um carrossel de cavalo-cavalo. Ele é assim:
Então eu pedi para o meu tio deixar eu ir, mas ele falou que não tinha verba para isso. Aí eu falei deixa eu ir, deixa eu ir, deixa eu ir, deixa eu ir, deixa eu ir, deixa eu ir e ele deixou. Gente grande é esquisita. Se a gente pede muitas vezes eles deixam a gente fazer o que a gente quer, mas se é pra deixar a gente fazer o que a gente quer, porque não deixa logo na primeira vez? Só para dar trabalho para a gente? Gente grande é fogo! Bom, por hoje chega. Daqui a uns dias, quando o meu tio tiver tiver preguiça de novo, eu escrevo outra vez.
Escrito por Lelê às 04h41
![]() |