Duas charadas e uma piada
1-) Qual é a palavra de seis letras que tem mais de 40 assentos? Ônibus! 2-) O que uma garça disse para a outra? Você é uma garcinha! 3-) A mãe do Pedrinho estava gravida. O Pedrinho perguntou: "Mãe porque sua barriga esta tão grande??" A mãe disse: "São gases meu filho." Isso se repetiu muitas vezes, até que o filho nasceu. A mãe chamou o Pedrinho: "Filho vem ver!!" Ele foi até o berço e falou: "Oi, Punzinho" Quem mandou essas foram a Alessandra, o Maxwell e a Clara.
Escrito por Lelê às 07h28

A nova turma do Lelê

Nessa quarta-feira começaram as minhas aulas. O dia da volta às aulas é o dia mais triste do mundo. Mas só no começo. Depois fica legal, porque a gente vê um monte de gente que não via há um tempão e até conhece gente nova, porque vêm umas pessoas de outras escolas. Na minha classe tem uns tipos esquisitos, uns tipos legais e uns tipos legais-esquisitos. Minha turma é essa aqui, ó: -Luiz Guilherme: ele é louco por futebol. Ele é santista roxo e sabe tudo que está acontecendo nos campeonatos. Já leu até uns livros sobre a história do Santos. Uma coisa engraçada é que ele anda meio na ponta do pé e mexendo a cabeça para frente. Por isso a gente botou o apelido nele de Galinha. -Rodrigo: É o birutinha da turma. O cara é cheio de criatividade. Enquanto a professora explica alguma coisa, ele pega as canetas dele e fica fazendo Guerra nas Estrelas batendo uma caneta na outra. O estojo é a nave mãe e as tampinhas são as espaçonaves de emergência que o capitão usa quando está perdendo a guerra. Ah, e as borrachas são escudos de força e os apontadores são onde as espaçonaves estacionam. -Luan: O Luan é o mais alto da classe e ele não gosta de ficar parado. O cara é o maior agitado. Acho que ele vai ser jogador de basquete. Ou então vai ser pintor de teto. -Vivian: Ela é filha de uma advogada. Aí, qualquer coisa ela fala assim: "Processa ele, processa ele!" -Grude: É um cara que baba. O Grude fica assim meio de boca aberta, pensando nas coisas, e baba. Mas ele é legal. -Lili: Ela é bem esperta e percebe tudo no ar. Parece que ela até adivinha o que a gente está pensando. A Lili ia ser uma boa detetiva. O nome da Lili é Marília. -Xandi: Ele é craque em skate. Só fala nisso. -Bruno: Esse é muito desastrado. Sempre que ele come alguma, deixa espirrar na camisa, o lápis dele sempre cai e quebra a ponta, e ele tropeça em tudo. Ontem, quando ele foi abrir a mochila, abriu do lado errado e caiu tudo no chão. O Bruno é o maior perigo. O pai dele é dono de uma loja de pratos e nem deixa ele ir lá. -Marcelo: Ele morre de medo do pai. E quando tira nota baixa fala: "Meu pai vai me pulverizar!" -Laila: É a valentona da classe. Ela é bem grande e forte, e bate em todos os meninos. Eu quero ser amigo dela. -Yasmin: Ela é muito amiga da Laila e adora uma bagunça. A Yasmin tem uns dentes grandões e ri bastante. Ela é meio japonesa. -Laurica: O nome dela é Laura, mas todo mundo chama ela de Laurica porque a Laurica é baixinha. A Laurica é a estudiosa da turma. Ela adora estudar e está sempre lendo um livro. A Laurica usa umas palavras estranhas, dessas que a gente só vê em novela de tempo antigo. Um dia ela até falou “deveras”. Eu perguntei quem era essa tal de Vera e ela riu na minha cara. O engraçado é que ela é inteligente mas não usa óculos. Eu pensei que todo CDF usava óculos. Bom, esses são os meus amigos desse ano. Mas eu ainda não sei quem vai ser amigão e quem vai ser amiguinho. Se você quiser, conta como é que é alguém da sua classe. Ia ser legal se uma turma inteira fizesse isso. Aí eu colocava aqui e todo mundo ia conhecer o pessoal dessa classe.
Escrito por Lelê às 08h29
Concurso de redassão, quer dizer, redação!
Quem mandar a redação mais legal vai ganhar o livro novo do meu tio, que ainda nem saiu. O tema é "Minhas férias", é claro. E eu vou publicar o texto aqui. Quem quiser mandar desenho junto, também pode. E pode inventar coisas. Tem que mandar o texto para blogdolele@uol.com.br, no corpo do email. E vale mandar até o dia 19 de fevereiro. A capa do livro é essa aqui:
Escrito por Lelê às 09h45
Duas piadas e uma entrevista
A Laurinha mandou duas piadas: 1. Você conhece a piada do fotógrafo? R. Ainda não foi revelada. 2. A tia vira para a Mariazinha e pergunta: - O que você vai fazer quando for grande como a tia? Ela respondeu: - Um regime!! E eu dei uma entrevista para o Gustavo, lá em Porto Alegre. O link é esse aqui, ó: http://gustavblog.zip.net/. E tem mais de vinte respostas lá.
Escrito por Lelê às 15h57
Nas férias
Hoje é o meu último dia de férias. Elas sempre acabam rápido. As do Matheus Chaves só começam dia 22 de fevereiro. Ele me escreveu dizendo que nessas férias ele foi num parque aquático tinha muitos toboáguas. E o Gabriel Basílio nessas férias leu dois livros "Diário de um banana", que é a história de um menino que faz umas tiras bem sem graça (e a graça é essa) para o jornal da escola, e o cara sempre acaba falando "Epa, Neném". O Gabriel até fez uma tira que nem as do livro. 
Bom, agora eu vou arrumar as minhas coisas para amanhã. Tchau...
Escrito por Lelê às 09h38

Meu time do coração Ontem não foi um dia muito bom. É que a minha mãe me pôs de castigo porque eu fiz bagunça e coloquei a culpa na minha irmã e isso é uma coisa muito feia que não se faz porque ela é pequena e não consegue se defender e eu nunca mais vou fazer isso (a minha mãe vai gostar quando ler essa parte). Bom, na verdade eu não estava fazendo bagunça. Eu estava brincando de terremoto. E brincar de terremoto é o maior legal. Só que dá trabalho porque tem que abrir um monte de gaveta e derrubar tudo no chão, e depois na hora da explosão tem que espalhar talco em cima de tudo e a gente espirra um pouco. Depois eu ia desfazer o terremoto, mas nem deu porque a minha mãe viu o talco da Catarina espalhado e ela estava mais branca que um fantasma. Aí eu falei que quem tinha jogado o talco era a Catarina (ainda bem que a Cata ainda não sabe falar), mas a minha mãe descobriu tudo. “E como é que ela conseguiu abrir o pote, seu Leocádio?” Droga, eu não tinha pensado nisso... A minha mãe ia ser uma ótima detetive. Então eu tive que ficar de castigo no último domingo das férias. Não é justo! E quando eu fico de castigo eu não posso ver TV, nem entrar na internet (agora eu já saí do castigo), nem sair de casa. Mas tem uma coisa legal que a minha mãe deixa eu fazer quando eu estou de castigo, e essa coisa é ler. Por sorte o meu tio Torero tinha ganhado uma coleção de livros sobre futebol. Chama “Meu time do coração” e é para criança. Juntaram um monte de gente que nunca escreveu livro de criança para fazer um sobre o time que torce. Uma cantora que se chama Fernanda Abreu escreveu sobre o Vasco, um cantor chamado Evandro Mesquita fez o livro do Fluminense, outro cantor chamado Nando Reis fez o do São Paulo e a Soninha, que não é cantora e eu conheço porque é amiga do meu tio Torero, escreveu sobre o Palmeiras. O meu tio ganhou esses quatro, mas tem mais de dez livros na coleção (aqui dá para ver todos, ó: www.meutimedocoracao.com.br). Eu não torço para nenhum time, só para o Brasil. Aí eu pensei: o livro mais legal vai virar o time que eu vou torcer este ano. (Daqui a pouco eu vou contar qual que eu gostei mais, mas não vale correr lá embaixo para ler!) Atrás da capa de todos os livros tem a letra do hino do time. E tem uns desenhos legais (os melhores eu achei os do livro do São Paulo). 
Tem uns livros que parecem de adulto, com um monte de palavra difícil. E tem outros que só ficam contando quais que foram as melhores vitórias e as piores derrotas do time. Aí fica meio chato porque tem um monte de número que quem não torce para aquele time não tá nem aí, né? Outra coisa é que eles não têm muita historinha. E livro tem que ter historinha. Por isso o livro que eu gostei mais foi o do Vasco. Ele conta uma historinha “maneira” (eu usei essa palavra porque no livro a Fernanda Abreu escreve em carioquês, que é a língua de quem mora no Rio de Janeiro, que nem ela. E lá eles falam diferente da gente. Quando uma coisa é o maior legal, eles dizem que é “irada”, “maneira” ou “sinistra”.). E também porque tem criança na história. Duas. A Alice e o Mauro. A Alice torce para o Vasco. E o Mauro, que é o maior chato, fica zoando porque a Alice é vascaína mas não sabe nada do time. Então ela resolve aprender sobre o Vasco e vai falar com a mãe e o avô dela, que são muito vascaínos. Ela faz até um “Almanaque do Vascão” (os torcedores gostam de colocar “ão” no nome do time: Verdão, Fluzão, Mengão...), tipo um diário contando a história do time. Nesse almanaque ela coloca umas histórias engraçadas do Vasco, que nem uma vez que os inimigos do Vasco trapacearam e deram para os jogadores café com sonífero e pó de mico (que tem esse nome porque a gente fica se coçando igual macaco). 
Bom, aí eu fiquei a tarde toda lendo os livros e nem achei chato o meu castigo. Ler livro sobre futebol é quase tão legal quanto ver jogo no estádio. Quando eu estava terminando o livro do Vasco, a minha mãe, que é corintiana, chegou e perguntou. “Gostou dos livros?” “Gostei. Só não sei se vou torcer para o São Paulo ou para o Vasco.” “O quê?! São Paulo ou Vasco?” “É. Eu vou ler os dois de novo para me decidir.” Aí ela fez uma cara de quem estava pensando e depois disse: “Vasco ou São Paulo, é...? Olha, não precisa ler agora. Pode ir brincar. Chega de castigo.” Aí eu disse “oba!” e fui brincar. O estranho é que depois eu procurei os livros e não achei nenhum.
Escrito por Lelê às 09h55

Lelê no meio dos lençóis de areia

Nessas férias eu fui para um lugar onde eu nunca tinha ido. É quase um deserto, só que tem uns lagos. Essa foto não é de lá, é do meio do caminho.
O lugar se chama Lençóis Maranhenses. Eu e o meu tio fomos de São Paulo até São Luís, que é a capital do Maranhão, de avião. E foi no avião que eu tirei essa foto aí de cima. Quando a gente estava lá, eu pedi para a aeromoça: “Posso ir na cabine do piloto?”. Mas aí ela fez uma cara de “Crianças pedem cada coisa doida...” e disse que não podia. Eu tentei, né? Bom, a gente chegou lá em São Luís e foi dar uma volta pela cidade, que é cheia de casas velhas. Umas são velhas-bonitas e outras são velhas-estragadas, tudo misturado. Se arrumassem as estragadas, a cidade ia ficar lindona. Aí de noite, pertinho de onde a gente estava, tinha uns prédios que ficaram bem iluminados, assim, ó:
Quando eu voltei para casa, eu mostrei a foto para a minha mãe e disse que a nossa casa podia ter uma iluminação igual a essa. Mas ela olhou para mim com cara de “Meu filho pede cada coisa doida!”. Eu tentei, né? Na hora do jantar tinha um monte de gente na rua. O meu tio perguntou o que que era aquilo e responderam que ia ter um ensaio. E logo depois começou a chegar um pessoal fantasiado e teve o maior carnaval! Eu pedi para o meu tio me comprar uma fantasia que nem a desse menino aí embaixo. Ele nem respondeu. Só fez aquela cara de “Você pede cada coisa doida, Lelê!”. Eu tentei, né?
No dia seguinte é que a gente foi para Lençóis. Primeiro numa van, que levou umas quatro horas para chegar numa cidadezinha. E na cidadezinha a gente pegou esse carro aí embaixo:  Foi uma viagem bem aventurenta, porque chacoalhava muito, passava no meio de umas poças gigantes, raspava nas árvores e quase atolava na areia. Eu me senti que nem se eu estivesse na África [se bem que eu nunca fui na África (quem sabe eu vou nessa Copa?)]. Depois de a gente viajar quase uma hora na caminhonete, parou num lugar lindão, cheio de dunas e começou a andar. O chato é que o meu tio me melecou todo de protetor solar: “Sua mãe disse que, se você chegar queimado, eu é que estou frito!” A gente começou a andar pelas dunas e parecia um deserto mesmo. Ainda bem que tinha um ventinho. O mais legal é que depois de um tempo apareceu um lago no meio das dunas. Um lagão! 
Eu até tirei essa foto aí de cima, mas o lugar é mais bonito que a foto. Foto de paisagem nunca fica tão bonito quanto o lugar, né?
A água do lago é da chuva. Por isso ela é doce. E não tem o ano todo. Ela vai secando devagar e no verãozão fica tudo seco.
Uma coisa legal de fazer lá em Lençóis é correr pelas dunas e mergulhar no lago. Ou então escorregar pela areia, que nem esse menino aí, que não sou eu (eu estava tirando a foto). Depois a gente andou mais e foi numa outra lagoa, menor que a primeira. E depois andou mais ainda e chegou numa terceira, que era bem grande. Acho que deve ser legal ir lá à noite, porque aí não vai ter tanto sol e a gente não precisa ficar melecado de protetor solar. Depois a gente voltou para São Luís e no outro dia a gente pegou um barco e foi até um lugar chamado Alcântara. É uma cidade beeeeeem antiga, com umas casas velhas e bonitas. Uma coisa que eu gostei de lá foi o chão. Ele também é bem velho e tem umas pedras pretas e brancas.  Na pracinha da cidade tem uma igreja que tem mais de 350 anos. Quer dizer, não é uma igreja, é só uma parede de igreja.
Mas lá em Alcântara não tem só coisa velha. Tem umas coisas bem modernas também: foguetes espaciais! É que é lá que fica a base brasileira de lançamento de foguetes. O Brasil não lança foguetes com gente dentro, mas lança uns outros foguetes, tipo esse aí embaixo, que é bem grande. Um igual a esse até explodiu e matou um monte de cientista. No museu também tem a roupa do astronauta brasileiro, o Marcos César Pontes (o meu tio que me disse o nome dele, mas aposto que ele só sabia porque o astronauta torce pelo Santos). Eu pedi para me deixarem usar a roupa, mas não deixaram. E ainda fizeram aquela cara de “Criança pede cada coisa doida!”. Eu tentei, né?
Daí a gente voltou para São Luís. E lá eu vi um refrigerante bem diferente. O nome dele era Jesus. E comprei um monte de garrafinhas.
Quando eu cheguei em casa, eu mostrei as garrafas para a minha mãe e tomei uma de uma vez só. E o que que acontece quando a gente toma refrigerante muito rápido? A gente arrota. Foi o que eu fiz: “Bluuuuurp!” “Que feio, Lelê!”, a minha mãe falou. “Arrotando na mesa!” Aí eu disse: “Mas esse é um arroto de Jesus. É um arroto legal.” Não adiantou. Ela me mandou para o quarto. Eu tentei, né? PS: Quem quiser pode me enviar uma foto de onde está passando as férias e eu publico aqui.
Escrito por Lelê às 07h28
Oba! Desenhos novos!

Vão passar um monte de desenhos novos! Dezessete! Aqui no estado de São Paulo a gente vai poder ver na TV Cultura. Hoje e amanhã, às 11h30 e às 16h30. No sábado, passam todos das 14h30 às 18h00. Um dos que vão passar hoje de manhã é esse aqui:
São umas baratas-detetives que solucionam uns mistérios. E um dos que vão passar à tarde é esse aqui, que me disseram que é legal:
Quem assistir, depois conta o que achou aqui.
Escrito por Lelê às 08h08
PIADA DO PICOLÉ DE AZEITONA
 Um dia, um menininho foi a padaria e perguntou ao padeiro: - Moço, tem picolé de azeitona? - Não... - respondeu o padeiro, achando a pergunta muito estranha. No outro dia, a mesma coisa: - Moço, tem picolé de azeitona? - Não... E no outro dia..., e no outro..., e no outro..., sempre o menino perguntava do picolé de azeitona. Por fim, o padeiro ficou tão encucado com aquilo que resolveu fazer o tal picolé para ver se o menininho ficava feliz. Então ele veio e perguntou: - Moço, tem picolé de azeitona? - Tem sim!! E o menininho respondeu com a maior cara de nojo: ECA!!! (se contar fazendo careta no final faz o maior sucesso) B e i j o, Lelê !! M a r í l i a.
Escrito por Lelê às 07h36

Eu fui ver o Astro Boy

Ontem eu fui com o tio Torero ver um filme chamado “Astro Boy”. O filme é legal, mas não é legaaaaaaaaaal com dez as. Só com uns oito. Quer dizer, “só”, não, que oito é bom. Astro Boy não é o desenho de um boi famoso. Boy em inglês quer dizer garoto. E esse garoto do filme é diferente porque é um robô. Ele é tipo assim um Pinóquio, só que ao contrário. Um Oiuqonip. É que o Pinóquio é um boneco que queria ser gente, e o Astro Boy é um menino que acabando virando robô. Quer dizer, não vira robô, mas as memórias dele vão para um robô, o que é quase a mesma coisa, porque a gente é o que a gente lembra, né? Vou explicar a história: o pai dele, que é um cientista, tem um filho chamado Tobi, mas aí o menino morre (essa parte é o maior triste) e o pai resolve construir um robô igualzinho ao filho. Quer dizer, ele é igual só por fora, porque por dentro ele é todo robozado, bem poderoso. Aí, quando o plano do cientista funciona e o Astro Boy começa a chamar ele de pai, o cara fica meio doido e fala que o Astro não é o filho dele, que o filho dele já morreu. E não quer mais ele. Essa parte é mais triste ainda! Mas depois o filme fica mais alegrinho e tem até umas musiquinhas. Eu achei que esse pai é que ia ser o “do mal” no filme, só que depois aparecem uns mais malvados ainda. O legal do Astro Boy é que ele mora numa cidade que flutua, e lá os robôs fazem tudo para as pessoas. Poxa, bem que eu podia morar num lugar assim. Eu nunca mais ia precisar fazer lição de casa. Depois o Astro Boy sai dessa cidade cheia de robôs, que é o maior legal porque é toda do futuro, e vai procurar um lugar com gente que gosta dele. Só que no caminho ele descobre que tem uns superpoderes: ele pode voar (sai fogo dos sapatos dele!), atirar com as mãos (elas viram uma arma giratória), e tem duas metralhadoras na bunda dele (deve ser chato na hora de sentar). Então ele desce para a terra e encontra uns robôs engraçados. Tem um em forma de geladeira que fala abrindo e fechando a porta. Tem um banguela com uma voz esquisita e tem também um cachorro feito de lata de lixo. O Astro Boy só precisava dar um jeito no cabelo. Acho que ele passa gel demais e fica o maior duro, que nem dois chifres tortos de diabinho. Com esse cabelo, o Astro Boy parece um tubarão Eu li na internet que o filme imita o estilo do mangá, aquela história em quadrinhos japonesa em que todo mundo tem olhos grandes. Mas eu achei que podia imitar mais. Só tem o Astro Boy com uns olhões, e uma menina chamada Cora (ela é o maior bonita e tem um cabelo bem legal, preto e roxo, que nem uma zebra depois de tomar Fanta Uva). Quando eu cheguei em casa eu fui brincar de Astro Boy na sala. Usei meus tênis que acendem luzinhas embaixo e passei gel no cabelo no modelo tubarão. Mas nem deu para brincar muito, porque a minha mãe falou para eu arrumar o meu quarto. Que pena que ainda não tem robô para fazer isso...
Escrito por Lelê às 00h06

Aventuras na casa da praia
Essa semana o meu tio Torero passou lá em casa e falou assim: “Lelê, o Armando, um amigo meu, me ofereceu a casa dele lá em Peruíbe. Você está a fim de ficar uns dias na praia com o seu padrinho?” Antes que eu abrisse a boca, a minha mãe disse: “Ele vai adorar!” O meu pai falou: “Podem ficar quanto tempo vocês quiserem.” E a Catarina balançou a mão me dando tchau. No dia seguinte a gente foi para Peruíbe, que é uma cidade que tem uma praia bem comprida. O mapa que o meu tio tinha da casa era meio confuso, mas, depois de a gente se perder um pouco, a gente chegou lá. “O Armando tinha me dito que era quase em frente à praia, mas nós estamos a mais de um quilômetro de distância”, o meu tio resmungou. Para abrir a casa foi o maior demorado. Tinha um cadeado no portão, dois na porta e mais duas fechaduras. E no chaveiro tinha catorze chaves. Então para abrir cada coisa o meu tio tentava umas dez vezes. Ainda bem que eu não estava apertado para ir no banheiro. 
Eu perguntei para o meu tio por que tinha tanta chave na casa do Armando. Ele respondeu que é porque devia ter umas coisas bacanas lá dentro e o Armando tinha medo que os ladrões entrassem. Mas, quando a gente abriu a porta, só viu uns móveis beeeeem velhos. Na sala tinha uns sofás de plástico preto, umas cadeiras de madeira e uma poltronona. Nos quartos tinha uns beliches e na cozinha tinha uma mesa com uma toalha de plástico bem legal, essa aqui:
A mesa ainda abria e ficava maior. Devia até dar para jogar ping-pong. A casa tinha bastante azulejo e o teto era bem alto. Em cima da estante da sala tinha uma coleção de canecas, essa aqui: 
E o fogão era bem grande e antigo. O meu tio olhou para ele e disse “Aqui que cozinharam a Santa Ceia.” Então eu achei uma espécie de arma espacial e comecei a atirar, porque ela soltava umas faíscas. E, para ficar mais legal, eu fazia uns barulhos com a boca: “pow, zing, vaaap!” “Deixa eu ver esse negócio, Lelê.” “É uma arma espacial.” “Não, é uma coisa ainda mais rara”, ele falou quando pegou o treco. “É um magiclick. Servia para acender os fogões quando eles não acendiam sozinhos. O comercial dizia que ele tinha 104 anos de garantia. Mas esse aqui já deve ter perdido a validade.” 
Aí a gente foi abrir a torneira do banheiro e não saiu água nenhuma. Nem do chuveiro. Nem da torneira da pia. O meu tio ligou para o Armando, o amigo dele que emprestou a casa, e o Armando falou assim: “Rapaz, eu não te avisei? A casa está sem água. Quebrou um cano. Tem que mandar arrumar. Você quebra essa pra mim?” Então o meu tio pegou a lista telefônica, ligou para um encanador e uma hora depois ele apareceu. Disse que tinha que quebrar um negócio ali no jardim, perto do registro. Daí o encanador foi comprar uns canos e eu e o meu tio almoçamos umas bolachas que a gente tinha comprado para a viagem. A tarde inteira o encanador ficou quebrando e cavando lá no jardim (o jardim não era bem jardim porque só tinha uma planta) e acabou quando já era quase de noite. 
Eu fiquei ali ajudando ele. Jogava umas pedras longes e cavava um pouco com uma pá que ele me emprestou. Eu queria achar uns ossos enterrados, mas só achei umas minhocas. O conserto custou duzentos reais. Depois de pagar, o meu tio disse: “O Armando sempre arma para mim.” Depois a gente colocou um pouco de água numa panela e acendeu o fogão com o magiclick para fazer um miojo. Ficou bem ruim. Então a gente foi ver TV. Só que não pegava nada. 
O meu tio ligou de novo para o Armando e o Armando falou: “Tem que esperar esquentar.” “Esquentar?” “A tevê é daquelas de válvula.” “Caramba, Armando, eu não viajei para Peruíbe, eu viajei para a década de setenta.” “Eu sei, essa casa é um charme, não é?” Bom, depois de umas duas horas a tevê começou a pegar alguma coisa. Mas para achar o canal, tinha que sintonizar bem devagar, girando um botãozinho. Parecia que a tevê era um radar e a gente estava tentando encontrar alguma coisa. Aí, quando a gente conseguiu pegar um canal, passou uma barata na sala. “Acho que ela quer ver tevê”, eu falei. “E pelo jeito, trouxe a família”, o meu tio disse, porque apareceram mais uma baratona e uma baratinha. Então o meu tio cochichou: “Lelê, vamos ter que fazer um baraticídio”. “Hein?” “Vamos ver quem mata mais baratas.” “Posso usar meu magiclick laser?” “É melhor usar o chinelo mesmo.” A arma do meu tio.
Daí a gente pegou os chinelos e foi atrás das baratas. Eu matei duas na sala, uma na cozinha e uma na pia do banheiro. O meu tio matou uma na sala, três na cozinha e uma dentro do armário do banheiro, onde a gente tinha colocado as nossas escovas de dente. Eu perdi de quatro a cinco, mas é porque o chinelo do meu tio é maior. Depois de jogar as nossas escovas no lixo, a gente foi dormir nos beliches. Aí eu disse: “Tio, essa viagem está o maior legal. Primeiro a gente teve que achar a casa com um mapa, depois teve que encontrar as chaves certas para entrar na casa, aí a gente viu uns móveis bem antigos que nem de museu, depois teve uma escavação no jardim, aí acendeu o fogo com minha arma laser para fazer o miojo, depois teve que sintonizar a tevê que nem se fosse radar, aí a gente teve que caçar baratas e agora vai brincar de deserto.” “Como assim, deserto?” “É que está o maior calor e o ventilador do teto está quebrado.” 
Na manhã seguinte a gente foi embora. Tomara que o Armando empreste a casa de novo para o meu tio. (Você também passou férias num lugar legal? Conta como é que foi e manda uma foto para mim (blogdolele@uol.com.br) que eu coloco aqui no blog.)
Escrito por Lelê às 10h41
Desenho do livro do meu tio

Peguei mais um desenho do livro novo do meu tio para colocar aqui. Eu gostei da colcha do Lobo. Quem desenhou foi a Marília Pirillo. Pena que quem escreveu o texto foi o meu tio.
Escrito por Lelê às 09h41
A formiga assassina de elefantes
Todos os dias o elefante pisava no formigueiro e destruía a casa das formiguinhas. Um dia, todas se juntaram e resolveram subir nele. Começaram a dar chutes, beliscões, puxar seus pêlos, mas de nada adiantou. Bastou o elefante dar uma mexidinha e todas caíram de volta ao chão. Ou melhor, quase todas. Uma delas ficou presa ao pescoço do elefante, enquanto as formiguinhas, lá embaixo, gritavam animadas: "Enforca ele! Enforca ele!" (Quem mandou essa piada foi a Gabi. Manda uma você também)
Escrito por Lelê às 10h54

Cocoricó na cidade grande

O meu nome é Leocádio, mas todo mundo me chama de Lelê. Até a Catarina, a minha irmã. O nome da Catarina é Catarina, mas ela chama ela mesma de Cacá. Uma coisa legal de ter irmã é que dá para brincar junto. Mas tem coisa que não dá para ela fazer comigo porque ela é bem pequena e eu já sou bem grande, tipo assim jogar Playstation (ela baba no controle) e futebol (a bola sempre bate na testa dela). Mas também tem umas coisas que a Catarina faz que eu não posso fazer com ela, tipo sujar o babador (eu não tenho babador, e não dá para sujar o dela porque não sobra espaço) ou lançar comida fora do prato (ela finge que a colher é uma catapulta e pimba! Todo mundo acha graça. Mas se eu fizer igual...). Só que tem coisa que dá para a gente fazer junto, que nem ver TV. Às vezes a gente briga porque eu quero ver uns programas super legais e engraçados e que todo mundo gosta, tipo os Simpsons, e a Catarina quer ver uns programas de pirralha muito chatos que ninguém mais vê, que nem o Backyardigans. “Pirralho é você.” Ih, nessa hora a Catarina ouviu meus pensamentos e falou isso. Mas aí eu falei: “Pirralho é quem tem até oito anos. Eu tenho nove.” E aí ela falou: “Ano passado você disse que pirralho era até sete.” E eu: “Pirralho é quem é mais novo que eu.” E ela: “Então eu vou ser pirralha para sempre? Não é justo!” Aí eu falei que se ela deixasse eu ver o Cocoricó, eu não chamava mais ela de pirralha. 
O Cocoricó é um programa legal que existe desde 1996. É mais velho que eu. Mas o menino principal, que é o Júlio, tá o maior conservado. Eu gosto tanto do Cocoricó que o meu tio Torero até me levou para conhecer o lugar onde eles gravam o programa (quem quiser ver como foi a visita, é só clicar aqui no "aqui"). Na semana passada começaram uns episódios novos. A turma do Júlio, quer dizer, ele, um cavalo e duas galinhas que falam, sai da fazenda onde eles moram e vai para São Paulo, na casa do primo João. E aí eles visitam um monte de lugar que eu conheço: o mercado municipal, o bairro japonês, a Estação da Luz e um estádio de futebol. Eles nunca tinham entrado num elevador (na fazenda não precisa porque tudo é baixinho), nunca tinham visto uma banca de revista (em fazenda sempre tem uma biblioteca empoeirada e eles só leem os livros de lá), nem uma padaria (quando eles querem comer uma coisa na fazenda, eles vão lá e pegam de graça, que nem o leite da vaca ou as frutas das árvores. Morar em fazenda é o maior econômico). Tem uns bichinhos novos, que nem o rato Roto (rato é um bicho nojento, mas os adultos acham que a gente acha fofinho, blargh!) e o cachorro Esfarrapado. Esses dois sempre aparecem no começo do programa. Até agora eles não conheceram o Júlio nem o João, mas eu acho que depois eles vão ficar amigos. E também tem uma menina nova chamada Vitória. Eu acho que o Júlio está gostando dela porque eles jogaram futebol e ela é o maior boa no gol. (Se eu fosse todo de espuma que nem ela, eu seria o melhor goleiro do mundo!) 
A abertura do programa é parecida com a de antes, só que agora tem umas guitarras. O que eu acho mais legal no Cocoricó são as músicas, e nos episódios novos sempre tem um clipe, uma musiquinha com todo mundo cantando (as galinhas são o maior desafinadas...) A da abertura é de um cara chamado Hélio Ziskind (ele que fez um CD sobre o São Paulo que é bem legal). A Catarina nunca tinha visto o programa, mas acho que ela gostou das músicas, porque ficou tocando o prato com a colher (acho que ela vai ser baterista quando crescer, ela é o maior boa tocando prato!). Eu vi todos os episódios da semana passada. Pena que ele é muito curtinho, só dura doze minutos. Não dá nem para terminar o lanche. Se você quiser assistir, esta semana tem de novo. O Cocoricó passa de segunda a sábado, de manhã (11h15) e de tarde (15h15), na TV Cultura. E neste site dá para ouvir algumas músicas do Cocoricó: http://www.tvratimbum.com.br/secoes/radiortb/ Tchau!
Escrito por Lelê às 07h31

Lelê e Alexaaaaaaaaaaandre

Uma coisa que eu gosto de fazer com a Catarina é show de música. Eu coloco um CD fico cantando junto. Assim ela vai crescer pensando que eu sou um cantor o maior bom. Ontem eu estava cantando a minha música favorita do CD novo que a minha mãe comprou, o Partimpim 2. Essa música se chama Alexandre e tem um pedaço que é assim: “Alexaaaaandre, De Olímpia e Felipe o menino nasceu, mas ele aprendeu Que o seu paaaai foi um raio que veio do céu. Alexaaaaandre, De Olímpia e Felipe o menino nasceu, mas ele aprendeu Que o seu paaaai foi um raio que veio do céu.” (É legal escutar a música enquanto lê o texto. Clica “aqui”) Eu estava lá, cantando essa música (pela quinta vez), quando a Cata soltou um punzinho. Deu até para escutar. Fez um pleque. Nem foi dos fedidos. Mesmo assim foi um punzinho mágico, um punzinho de pirlimpimpim. Sabem onde eu fui parar dessa vez? Na garupa de um cavalo. Aí eu perguntei para o cara que estava pilotando o cavalo: “Ei, quem você é?” “Eu sou Alexandre, o grande. Mas pode me chamar de Alê. E você, quem é?” “Eu sou Leocádio, o pequeno. Mas pode me chamar de Lelê. Ops, peraí! Você é o Alexandre, filho de Olímpia e Felipe?” “Esse mesmo.” No filme sobre o Alexandre, o Alexandre é esse aqui.
“Caramba, eu estava cantando agora mesmo uma música sobre você. Era assim Alexaaaaaaandre...” “Puxa, a sua voz é..., como é que eu vou dizer...?, diferente! Bem diferente!” “É, né? Todo mundo diz. Eu ia gostar de ser cantor.” “Então eu gostaria de ser surdo.” “Como assim?” “Deixa para lá.” “Ei, tem umas coisas nessa música que eu não entendo. Será que você pode explicar?” “Eu estava indo conquistar a Índia, mas tenho um tempinho.” “Tem um pedaço que diz: ‘E o rei seu paaaaai, um conquistador tão valente/ Que o príncipe adolescente pensou que já nada restaria/Pra, se ele chegasse a rei, conquistar por si só’.” “Ah, isso é porque eu sou filho de Felipe II, da Macedônia. Ele foi um grande rei e conquistou muitas terras. Mas, quando eu tinha 20 anos, ele foi assassinado por um dos seus próprios soldados. Aí eu tomei o lugar dele e consegui mais conquistas ainda. Nunca perdi uma batalha.” "Caramba, é como se você só tirasse A." "E eu comecei cedo. Na minha primeira batalha, eu tinha só 16 anos." A parte em roxo é a que o Alexandre conquistou. “E o que quer dizer aquele parte assim: ‘Ele escolheu seu cavaaaaaaalo por parecer indomável/E pôs-lhe o nome Bucéfalo ao dominá-lo/Para júbilo, espanto e escândalo do seu próprio pai’?” “É que o meu pai comprou um cavalo maravilhoso, esse aqui, que está embaixo da gente, só que ele era indomável, derrubava todo mundo que tentava montar nele. Então meu pai mandou afastá-lo dos outros cavalos. Mas eu gostei dele mesmo assim, ou por causa disso, e pedi para tentar domar o cavalo. O meu pai não queria, mas eu insisti tanto que ele deixou.” “Se a gente pede um monte de vezes, eles sempre deixam a gente fazer as coisas.” “Aí eu notei que o problema do Bucéfalo é que ele se assustava com a própria sombra. Então fiz ele andar sempre contra o sol, assim ele não poderia vê-la. Depois de umas horas, o indomável estava domado.” “E esse nome bucéfalo?” “Quer dizer cara de boi.” No lugar onde o Bucéfalo morreu, que fica no Paquistão, o Alexandre fundou uma cidade chamada Bucéfala.
“E aquela parte que diz: ‘contratou para seu perceptor um sábio de Estagira/ Cuja a cabeça sustenta ainda hoje o Ocideeeeeente/O nome Aristóteles - nome Aristóteles - se repetiria/Desde esses tempos até nossos tempos e além’.”
“E que o Aristóteles foi meu preceptor, uma espécie de professor particular, dos meus 13 aos 16 anos. Ele me ensinou retórica, política, ciências físicas e naturais, medicina e geografia” “Esse Aristóteles é irmão do Sócrates, aquele jogador de futebol?” “Não, acho que não.” “Ah, tá bom. E aquele pedaço assim: ‘Com Hefestião, seu amado,/Seu bem na paz e na guerra’.” “Hefestião foi a pessoa que mais amei na vida.” “Vocês são assim..., tipo namorados?” “Mais que isso.” “Aica!” “O amor entre homens não é problema no meu tempo. O que o pessoal estranha é que a gente tem a mesma idade. Geralmente os homens mais velhos namoram os homens mais novos. Mas eu conheço Hefestião desde pequeno, e nós estudamos juntos com Aristóteles. E ele foi o meu principal general nestes últimos doze anos.” Num filme sobre o Alexandre que eu não vi, o Hefestião é esse cara aqui. Eu li que, quando o Hefestião morreu, depois da conquista da Índia, o Alexandre ficou tão triste que cortou os próprios cabelos e as crinas dos cavalos do exército, proibiu os toques de flautas no acampamento e mandou crucificar Glaucias, o médico que tinha cuidado do Hefestião.
“Quer dizer que você não gostava de mulheres?” “Gostava, claro. Tanto que me casei com três: as princesas Estatira e Parysatis, da Pérsia, e Roxana, filha de um nobre da Báctria. Diziam que ela a mulher mais bela de toda a Ásia.” “Por isso que na música tem um pedaço que diz assim: ‘Casou com uma persa, misturando raças’.” “Deve ser. E eu misturei raças mesmo. Fazia que meus oficiais se casassem com as nobres dos lugares conquistados. É que eu não destruía os países que vencia. Eu os regia com justiça, respeitando os derrotados e deixando que as cidades dominadas mantivessem seus governantes, sua religião, sua língua. Acho que o Aristóteles me ajudou a ser assim. Filosofia é uma coisa muito útil.” “Pô, legal”, eu disse. “Agora quando eu cantar a sua música, eu vou entender tudo”. E aí eu comecei: “Alexaaaaandre, de Olímpia e Felipe...” Então tudo começou a sumir e eu apareci no quarto de novo. A última coisa que eu vi do Alexandre foi ele colocando as mãos nos ouvidos. Devia estar com dor de cabeça, coitado. O Alexandre morreu uns meses depois do Hefestião. Ele não tinha nem 33 anos. Parece que ele ficou doente. Ou pode ter sido envenenado. Eu li que ele foi o maior comandante de todos os tempos.
Escrito por Lelê às 09h03
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